Segunda-feira
DO ALHO E SEUS ILUSTRES ACOMPANHANTES!
Sexta-feira
CRÈME BRÛLÉE DE CHOCOLATE
Quinta-feira
TARTELETTES DE MARACUJÁ
Ao fim de semana, quando vou a casa da minha sogra, gosto de andar pelo meio do terreno e ver o que há para apanhar, seja fruta ou legumes .
No tempo das laranjas, lá mais para Janeiro, eu não passo sem lá ir e comer uma ou duas laranjas, ali mesmo debaixo das laranjeiras. Não há nada igual á satisfação de colher e comer fruta na hora.
Este curd é macio e aveludado e o sabor é tão bom que dá vontade de o comer á colher, que aliás foi o que eu fiz a certa altura. É irresistível.
Ingredientes para o curd de maracujá:
11 maracujás
2 ovos grandes2 gemas
150 gr. de açúcar
100 gr. de manteiga sem sal
Preparação:
Ponha a polpa e sementes de 10 maracujás num processador e processe só para soltar as sementes da polpa. Ponha a polpa dos frutos a escorrer, dentro de um coador grande com uma taça por baixo. Reserve o sumo.
Bata as gemas, os ovos inteiros e o açúcar juntos, até ficar em creme.
Derreta a manteiga em lume baixo e sem tirar o tacho do lume, junte-lhe a mistura de ovos e açúcar e o sumo dos maracujás, mexendo sempre. Cozinhe até engrossar, sem parar de mexer.
Tire o tacho do lume e junte a polpa com sementes e tudo, do maracujá que ficou de fora ( eu juntei também um pouco da polpa e sementes dos outros maracujás, porque gosto de sentir o crocante das sementes). Guarde no frigorífico até usar, também pode congelar.
Ingredientes para massa areada:
100 gr de manteiga sem sal, muito fria e cortada em cubos
200 gr. de farinha peneirada
1 colher de açúcar em pó, peneirada
1 ovo
1 colher de sopa de leite
Preparação:
Ponha a farinha o açúcar e a manteiga dentro de um processador e ligue-o, quando a mistura ficar tipo areia, junte-lhe o ovo e ligue de novo, pare e junte o leite, ligue só para juntar tudo e desligue logo.
Ponha a massa numa superfície enfarinhada e molde-a num disco, embrulhe em película e leve ao frigorífico por pelo menos 20 m.
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Estenda a massa numa superfície enfarinhada e forre 6 formas de tartelette, aproximadamente, pique o fundo da massa com um garfo, para que ela não inche ao cozer e ponha um pedaço de papel de alumínio e um peso ( pode ser uma forma mais pequena tipo soufflé ) em cima. Leve ao forno e coza por + ou 30 m., quando estiverem douradas, estão prontas.
Deixe arrefecer, tire as tartelettes das formas e recheie com o curd, se gostar pode servir com natas batidas.
Pode ver aqui mais informação sobre a massa areada.
Terça-feira
LULAS DE CEBOLADA COM PIMENTOS
Segunda-feira
TENHO UMA PERGUNTA A FAZER...
O OUTONO CHEGOU!
E com ele, chegam também, as maças, os marmelos, as romãs, os diospiros e tantos outros produtos próprios desta estação.
Já começo a pensar na apanha dos cogumelos e por estes dias, já tenho planeado fazer a marmelada de marmelo e de maça, assim como o doce de abóbora.
Do verão que chegou agora ao fim, guardei estas fotos entre muitas outras, das abelhas, á volta das flores da rúcula. Nos últimos dias de verão, elas foram, além da minha cadela, as únicas visitantes do jardim e da horta, ( os pássaros já ninguém os vê!), principalmente da horta, já que passam imenso tempo, a recolher pólen nas flores da rúcula e não se incomodam nada com a minha presença e mais importante e curioso, não me incomodam a mim! Posso quase tocar-lhes que elas não me ameaçam, continuam entretidas de flor em flor e eu fico encantada com a presença delas. Apesar do respeito que as abelhas impõem, ninguém quer entrar em conflitos com estas meninas, certo? Elas são muito importantes para a frutificação e floração das plantas, como aliás já devem saber!Por isso são muito benvindas, na horta e no jardim.
Abelha 1
Este pé de rúcula , que neste momento está enorme e já estorva, continua na terra graças ás abelhas!
Abelha 2
Abelha 3
Sexta-feira
QUEQUES DE CHOCOLATE
Fonte: Joy of baking
Quinta-feira
MARACUJÁS VERSUS FIGOS
Quarta-feira
BAKLAWÁ
Andava á imenso tempo, para experimentar este pequeno doce tão rico e aromático, que para mim, tem tanto em comum com a doçaria tradicional portuguesa. A presença do mel, da canela, dos cravinhos, das amêndoas e nozes, que fazem parte de tantos doces portugueses e a massa fillo, que a mim me lembra os deliciosos pastéis de Tentúgal. Por tudo isto, queria muito experimentá-lo e a deixa para o fazer, foi o almoço de domingo passado. Muitas vezes, ao experimentar doces tradicionais de outros países, e quem diz doces diz salgados, depois de provar, chego á conclusão de que não vale a pena voltar a fazer. Com o Baklavá isso não aconteceu, é um doce que me deixa com vontade de repetir, apesar de não ser muito aconselhável repeti-lo muitas vezes seguidas, pois é muito rico e doce.
Para mim, é ideal para um almoço ou jantar de amigos ou de festa, em que depois de uma refeição muito bem servida, sabe bem um doce bem aromático para limpar o palato.
Apesar de este doce existir em vários países como a Turquia e o Líbano, esta receita é a versão grega.
Ingredientes:
100 gr. de amêndoas ou nozes ou pistachios, ou uma mistura dos três, triturados grosseiramente.
8 colheres de sopa de pão ralado
8 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de chá de canela em pó
250 gr. de manteiga derretida
1 embalagem de massa fillo
Para a calda:
1 litro e meio de água
200 gr. de açúcar
200 gr. de mel
2 cravinhos
1 pau de canela
Sumo de um limão
Preparação:
Misture os frutos secos com o pão ralado, a canela em pó e o açúcar. Derreta a manteiga.
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Use uma forma mais ou menos do tamanho das folhas de fillo. Eu usei uma forma rectangular. Unte bem a forma, com manteiga. Pincele com manteiga derretida, duas folhas de fillo separadamente, ( as folhas de fillo, têm que ser pinceladas com manteiga nos dois lados) e ponha-as uma por cima da outra, na forma. Ponha recheio de frutos secos por cima, em camada fina e cubra com mais uma folha de fillo bem pincelada com manteiga, cubra novamente com o recheio e cubra com mais uma folha de massa bem pincelada de manteiga, continue este processo até acabar o recheio. Cubra a última camada de recheio com 3 folhas de fillo bem pinceladas com manteiga, sobrepostas umas nas outras. Pincele a superfície do doce com mais manteiga, corte as sobras de massa nas bordas da forma e corte a superfície, dando-lhe o formato característico do Baklavá, como pode ver na foto . Borrife com um pouco de água e leve ao forno por 30 a 35 minutos até ficar dourado, cuidado para não queimar!
Para fazer a calda, num tacho ponha a água a ferver com o açúcar, deixe ferver por 5 minutos e junte o mel, a canela e os cravinhos, deixe ferver uns 10 ou 15 minutos e retire as especiarias, junte o sumo do limão, deixe levantar fervura, retire do lume e deixe arrefecer.
Para verter a calda sobre o doce, há um pormenor a ter em conta é que tem que ser com o doce quente e a calda fria ou vice-versa, para que o doce não fique demasiado ensopado, espalhe a calda com a ajuda de uma colher. Molhe bem o doce com a calda mas provavelmente, não vai precisar de a usar toda.
Sirva com um licor á escolha.
Terça-feira
PÃO INTEGRAL - MAIS FÁCIL É IMPOSSÍVEL!

Na minha humilde opinião, fazer pão só começa a ser terapêutico, após muitas tentativas fracassadas. Das primeiras vezes que tentei fazer pão, tudo o que consegui, foi um estado de nervos tal, que quase me fez desistir de tentar novamente. Eu devia ter uns 13 ou 14 anos, a minha biblioteca de cozinha resumia-se a um livro e o Jamie Oliver e a Nigella ainda não apareciam na televisão, por isso não tinha grandes meios para aprender todos os truques para fazer massa de pão como manda a lei! Mas é mesmo assim, o importante é não desistir, porque mais cedo ou mais tarde, lá chega o dia em que finalmente, fazemos um pão que fica para a história da nossa cozinha, com direito a fotografia e tudo e aí vemos que todo o desgaste, desperdício de ingredientes e trabalho, valeram bem a pena.Tudo isso fez parte de um plano maior, ...ensinar-nos a fazer pão, mas pão a sério!
Tudo o que eu acabei de escrever é verdade, mas também é verdade que a receita de pão que vos trago hoje, despensa, toda e qualquer prática de fazer pão. Qualquer criança a consegue fazer. Para começar não leva fermento de padeiro, logo não precisa de levedar, o que além de nos poupar a uma espera interminável, poupa-nos também ao desgosto de ver que a massa não duplicou de volume como deveria. A seguir é nutritivo e muito bom e faz-se em três tempos, literalmente. É só juntar ingredientes, amassar, e cozer. Tudo isto num curto espaço de tempo. Dito isto, aqui fica a receita para que possam comprovar.

Ingredientes:
500 g. de farinha de trigo integral
1 colher de chá de bicarbonato de soda
1 colher de chá de cremor tártaro
1 pitada de sal, a gosto
25 g. de manteiga, partida em pequenos cubos
300 ml. de leite
Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Peneire a farinha, o bicarbonato e o cremor tártaro para dentro de uma taça, junte a manteiga e esfarele-a em conjunto com a farinha e os restantes ingredientes. Faça um buraco no centro e junte o leite, com um garfo, vá mexendo a mistura do centro para fora até a farinha estar totalmente ligada com o leite. Ponha esta massa numa superfície enfarinhada e amasse até ficar macia, cerca de 4 minutos.
Forre um tabuleiro com papel vegetal.
Dê à massa a forma de um pão, fazendo 2 golpes em forma de cruz, com 1 cm. de profundidade, para que o pão abra em quarto, enquanto coze. Ponha o pão no tabuleiro e leve ao forno por 30 a 35 m. Bata na base do pão, com os nós dos dedos, se soar a oco, então está pronto. Se não estiver cozido, leve ao forno mais uns minutos. Este pão foi feito para comer com este doce aqui!
Sexta-feira
SOUFFLLÉ OU PUDIM?
Parece souffllé mas é pudim, de chocolate e café!
Muitas vezes a ansiedade de experimentar uma receita, leva-me a improvisar com o que tenho disponível no momento, quer sejam ingredientes, ou até mesmo material de cozinha, é claro que as improvisações já me valeram uns quantos fiascos mas por vezes o resultado vale a pena o risco.
A inspiração veio de uma receita da Fran warde, cujos livros povoam neste momento o meu imaginário e os quatro cantos da minha casa.
Ingredientes:
1 colher de chá de café instantâneo
175 g. de manteiga
175 g. de açúcar
2 ovos grandes
225 g. de farinha
100 g. de chocolate preto em barra - 70% cacau ou mais
Natas para servir ( opcional )
Para o molho de chocolate:
100 g. de chocolate preto - 70% cacau, partido em pedaços
100 g de manteiga
50 g. de açúcar
200 ml. de natas
Preparação:
Ponha o café numa chávena e junte uma colher de chá de água muito quente, dissolva bem.
Bata o açúcar com os ovos até obter uma mistura fofa e cremosa.
Ponha a manteiga e o chocolate a derreter em banho maria, depois de derretido, tire do lume e deixe arrefecer um pouco.
Junte o café e a mistura de chocolate à mistura de ovos e mexa até ligar, peneire a farinha e junte-a ao preparado anterior, envolvendo-a com uma colher.
Unte muito bem duas formas de soufflé ( as minhas têm 9,5 cm de diâmetro, na base e 6 cm de altura, é claro que podem usar outras, isto é só para ficarem com uma ideia ), com manteiga, verta a mistura nas formas quase até cima, unte também duas folhas de papel de alumínio e tape o topo das formas com elas de forma a que fiquem bem seladas e leve-as a cozer em banho Maria, assim que a água levantar fervura, ponha o lume no mínimo e deixe a cozer por 1 hora e meia, verificando de vez em quando o nível da água.
Para fazer o molho, basta por todos os ingredientes num tacho e levar ao lume, mexendo sempre até derreter e ligar, quando derreter, tire do lume e bata muito bem com uma vara de arames, para que o molho fique brilhante, bem ligado e macio.
Sirva quente ou morno acompanhado de natas batidas frias.
Quinta-feira
MEZZE OU A ARTE DE SABOREAR
O verão está a acabar, mas para prolongar o seu espírito alegre, solarengo e colorido, nada melhor do que uma mesa cheia de petiscos saborosos e visualmente estimulantes.
No médio oriente e até mesmo na Grécia, mezze é o nome que se dá ao vasto grupo de petiscos que se comem, acompanhados de bebidas típicas de cada país. É uma festa para os sentidos, apreciar a variedade, sabor e beleza de uma mesa de mezze.
Mezze deriva da palavra persa mazza, que significa saborear e na antiguidade era algo tipicamente persa. Os persas tinham o hábito de servir frutas maduras com o seu vinho novo, para aliviar o sabor amargo do mesmo e daí veio o gosto de saborear pequenos petiscos enquanto bebiam bebidas típicas. Com o passar do tempo este hábito espalhou-se aos países vizinhos.
Hoje trago-vos o Fatayer e o Houmus ou Hummus, porque cá em casa são dos favoritos e faço-os vezes sem conta durante o verão.


Fatayer
Ingredientes: Para a massa
1 chávena de farinha
1/2 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de azeite
1/4 de chávena de água morna
Para o recheio de espinafres:
225 g. de espinafres frescos
1 cebola pequena picada
3 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta preta
1/4 de chávena de pinhões
1 pitada de sumagre
Preparação:
Para fazer a massa, ponha numa taça a farinha e o sal, junte o azeite e mexa com um garfo para ligar, junte a água e mexa até estar tudo ligado. Numa superfície enfarinhada trabalhe a massa, até esta ficar macia e elástica.
Estenda a massa muito fina e corte rodelas de massa para depois rechear.
Para fazer o recheio, lave muito bem os espinafres e corte-os em pedaços muito pequenos ( só as folhas ) depois amasse-os com as mãos, até eles reduzirem de tamanho e largarem bastante água, eles devem ficar bem esmagados e escorridos.
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Pique a cebola muito miudinha e junte-a aos espinafres, assim como os pinhões se os usar ( eu não usei ), o sal a pimenta e o sumagre. Misture tudo e recheie as rodelas de massa com um pouquinho deste recheio.
Para fechar os bolinhos, una as rodelas de meio até uma ponta e puxe a ponta da outra metade da rodela, unindo-a em dois á outra parte, de forma a parecer um triângulo. Pincele com azeite e leve ao forno num tabuleiro untado com manteiga, por 15 a 20 minutos até ficarem dourados.
Hummus:
Ingredientes:
2 chávenas de grão de bico seco
3 dentes de alho esmagados
1/2 chávena de tahini ( pasta de sementes de sésamo )
1/4 de chávena de sumo de limão
Sal e pimenta preta acabada de moer
Preparação:
Demolhar o grão durante a noite. No dia seguinte, coza o grão durante aproximadamente 45 m. até estar macio, junte sal quase no final da cozedura para não endurecer os grãos.
Misture todos os ingredientes num processador e processe até obter uma pasta macia.
A decoração típica do hummus, é a que vêem na foto. Uns quantos grãos no meio, um pouco de salsa, na borda podem por paprika e no meio e á volta um fio de azeite, come-se molhando pedaços de pão pita no hummus.
Quarta-feira
DA COZINHA COM AFECTO! E PEIXE FRITO Á TAILANDESA

Terça-feira
SALADA DE CEBOLINHAS EM VINAGRE BALSÂMICO
As cebolinhas, por serem tenras e mais doces do que as cebolas grandes, podem tornar-se num ingrediente excepcional. Se as saltearem levemente num pouco de azeite de boa qualidade e de vinagre balsâmico, elas tornam qualquer prato mais interessante. No caso desta salada, elas fazem toda a diferença!
O vinagre balsâmico de Modena é conhecido mundialmente como um ingrediente gourmet. Este vinagre é produzido através da fermentação do mosto das uvas Trebbiano brancas da região de Modena e necessita de maturar em barris de vários tipos de madeira, conforme o tamanho dos mesmos, durante pelo menos 12 anos. A harmonia de doçura, acidez, suavidade e sabor aromático, fazem deste vinagre, um ingrediente que vale a pena provar!
Ingredientes: 1 pessoa
5 cebolinhas ou chalotas
100 g. de feijão frade já cozido
50 g. de queijo feta
Oregãos picados
1 colheres de sopa de azeite 7% acidez ou menos
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta preta acabada de moer
Preparação:
Numa sertã, ponha o azeite e salteie as cebolinhas cortadas em quartos.Regue com o vinagre balsâmico, mexa com cuidado para que as cebolinhas não se abram.
Numa taça, junte o feijão e as cebolinhas, tempere com sal, agora junte o queijo - eu faço assim, porque o feta já é bastante salgado, por isso não precisa desse tempero -, a seguir junte então o feta cortado em pedaços e tempere com o azeite e a pimenta preta. Regue com um fiozinho fino de vinagre balsâmico e polvilhe com os oregãos.
Sirva á temperatura ambiente.
Segunda-feira
BOLO DE MARACUJÁ
Houve tempos, em que eu me perguntei de onde viria um nome tão...como direi...sugestivo! Seria um fruto afrodisíaco? Para se chamar fruto da paixão, alguma propriedade tinha que ter!
E acreditando nisso, criei toda uma imagem mental, cheia de romantismo e folclore, á volta do maracujá.
O tempo passou, continuei a comer maracujás, esse fruto tão romântico e exótico, que segundo a minha imaginação, por vezes exagerada e enganadora, era o romantismo em forma de fruto, quem sabe até, o verdadeiro fruto proibido do jardim de Éden! É claro! qual maça, qual carapuça, o Adão tinha sido "levado" pela Eva, graças ás propriedades afrodisíacas do fruto da paixão, era preciso ser cego, para não ver!...
Certo dia decidi criar um blogue, ...de cozinha. E fatal como o destino, chegou o dia de publicar uma receita com maracujá. Ideias á volta do fruto não me faltavam, mas não passavam disso mesmo, ideias! - embora eu estivesse muito certa delas! - .Eu precisava era de factos!
Lembrei-me de um livro que tenho, só sobre ingredientes e peguei nele para ver o que dizia sobre o maracujá. Agora eu ia confirmar toda aquela teoria " cor de rosa " que eu tinha criado sobre o fruto da paixão!... Como eu estava enganada!
Na realidade, o nome fruto da paixão além de não ter nada de romântico nem de afrodisíaco, ainda por cima é um nome beato!
Eu passo a explicar, quem deu este nome ao fruto, foram os jesuítas espanhóis, por aqui já podem ver que isto não vai por bom caminho.
Quando eles chegaram á América , depararam com aquele lindo fruto, cuja flor lembrava uma coroa de espinhos e cuja cor ( roxa ) era idêntica á que os padres usavam na época da quaresma. Sendo assim associaram-na de imediato á paixão de Cristo e com a ajuda deste fruto explicaram aos nativos a paixão e crucificação de Cristo.
Agora percebem porque digo, que a minha imaginação é por vezes exagerada e enganadora! Consegui fazer de um fruto beato, um símbolo de luxúria! Salvo seja!
Ingredientes:
4 ovos grandes
200 gr. de manteiga derretida e morna
200 gr. de açúcar
200 gr. de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
200 ml de natas muito frias
50 gr. de açúcar
Para o xarope de maracujá:
100 gr. de açúcar
15 maracujás
1 copo pequeno de água
Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Unte e polvilhe com farinha, uma forma redonda.
Bata os ovos inteiros com o açúcar, até ficarem em creme e a mistura dobrar de volume. Junte a manteiga e bata novamente. Junte a farinha e o fermento peneirados e envolva na massa, com uma colher de pau.
Ponha a mistura na forma e leve ao forno a cozer por + ou - 30 minutos, espete um palito se sair seco então está pronto.
Desenforme o bolo com cuidado, passando uma faca pela borda. Deixe arrefecer.
Para fazer o xarope, retire a polpa aos maracujás. Num tacho ponha o açúcar e a água e leve ao lume. Deixe ferver um pouco, 5 a 7 minutos e junte a polpa dos maracujás, deixe ferver mais um pouco até começar a ficar tipo xarope e desligue o fogão. Deixe arrefecer.
Bata as natas até começarem a engrossar, junte os 50 gr. de açúcar, bata novamente até as natas ficarem bem fofas mas consistentes.
Para montar o bolo, ponha um monte de natas no meio do bolo, verta um pouco de xarope de maracujá por cima das natas e na base do bolo. leve ao frigorífico e sirva frio.
Sexta-feira
SANDWICHES DE BOLACHAS DE CHOCOLATE E GELADO DE BAUNILHA

Quarta-feira
TOMATES ll - A SAGA CONTINUA!

A minha vida culinária, foi tomada de assalto pelo bendito tomate.
Eles são deliciosos, doces e eu adoro-os mas começo sinceramente, a temer pela minha sanidade mental!
Depois de os dar a várias pessoas, de congelar outros tantos, de litros de molho de tomate, de frascos e frascos de doce e de saladas sem fim, quando eu penso que finalmente, dei conta de todos os tomates á minha volta, eis que o meu marido chega a casa, depois de uma ida a casa da minha sogra e diz:
-Já viste o que eu trouxe?
Resposta:
-Deixa-me adivinhar,... tomates?
E lá volto eu á estaca zero... só espero que o meu gosto por tomates, sobreviva a este verão!
Agora é a vez do arroz,... de tomate é claro! mas também de couve galega e chouriço!

Ingredientes: ( 4 pessoas )
1, 1/2 chávena de café de arroz, por pessoa
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 folha de louro
3 tomates médios e bem maduros ( eu usei coração de boi mas pode usar o que mais gostar )
8 rodelas de chouriço de boa qualidade
Folhas de couve galega, lavada e cortadas em pedaços pequenos
Sal e pimenta preta, de preferência acabada de moer
Preparação:
Frite a cebola no azeite e deixe alourar. Junte o alho picado, o louro e o chouriço, deixe fritar mais um pouco mas sem deixar queimar. Junte os tomates descascados, sem sementes e cortados em pedaços, mexa e deixe refogar um pouco. Junte um pouco de água e quando ferver junte as couves, deixe ferver até as couves estarem praticamente cozidas, junte água se achar necessário.
Depois das couves estarem cozidas, junte sal e pimenta a gosto e cubra com água suficiente para fazer um arroz malandro, ou seja o triplo ou talvez um pouco mais, da quantidade de arroz que vai usar.
Quando ferver, rectifique os temperos e junte o arroz, mexa, deixe ferver novamente e mexa de novo para separar os grãos. Deixe cozer + ou- 15 minutos, isto depende da qualidade do arroz.
Sirva com o que mais gostar.
Terça-feira
DOCE DE TOMATE DA AVÓ TINA


Segunda-feira
FÉRIAS:MEMÓRIAS FOTOGRÁFICAS
S. Teotónio no Alentejo e Odeceixe já no Algarve, foram os cenários principais destas férias de verão.
A típica paisagem alentejana.

Cataplana de bacalhau
Chocos grelhados
O mercado de Aljezur, é um mercado pequeno mas lá podem ser apreciados alguns dos produtos da região.
Ervas secas
Batata doce e em cima, amêndoas.

Não resisti a publicar a foto deste cinzeiro. Neste café, os ladrões de cinzeiros não têm a vida facilitada!






