Segunda-feira

DO ALHO E SEUS ILUSTRES ACOMPANHANTES!


Na minha cozinha não pode faltar o alho e quando por um infeliz acaso ele falta, então "coisas terríveis" podem acontecer!
Eu não passo sem este ingrediente, como também não passo sem cebolas ou azeite. É que para mim, na cozinha, os básicos fazem parte de uma pirâmide hierárquica, sendo que o alho, a cebola e o azeite, ocupam a base dessa pirâmide. Tenho que os ter sempre em quantidade, porque são eles que depois permitem que todas as outras camadas funcionem, são assim tipo povo em relação á nobreza, percebem? Para a nobreza fazer boa figura, contava com o trabalho do povo. Na cozinha para os ingredientes mais "nobres" fazerem boa figura, precisam do empurrãozinho do alho e dos seus ilustres acompanhantes! Nem na cozinha, a utopia da igualdade , deixa de ser uma utopia!
Bom, classes sociais á parte, voltemos de novo ao alho; qual foi, é e será, para nós portugueses ( não todos mas a grande maioria ) o melhor parceiro para o alho? - O ba-ca-lhau! Pois é! - Eu, embora admita não consumir tanto bacalhau como consumia, de vez em quando, tenho que fazer o gosto ao dente, é que isto já me está no sangue, não tenho como lhe escapar!.
Como gosto muito de bacalhau cozido com alho e azeite como manda a tradição, e como também gosto de variar, decidi fazer um bacalhau cozido com vegetais salteados em azeite e alho , que servi com maionese de alho feita é claro, como não poderia deixar de ser, com azeite. O que é que vos posso dizer? Dá para ver que eu gosto mesmo de alho, não dá?


Ingredientes: 4 pessoas
4 lombinhos de bacalhau demolhados
Batatinhas - 4 a 5 por pessoas - descascadas, lavadas e com um golpe no meio
1 alho francês, lavado e cortado em tiras
1 molho de espinafres, lavado e arranjado
2 cenouras grandes, descascadas e cortadas com um descascador de legumes, em tiras finas
3 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho esmagado
Sal grosso

Para a maionese de alho:
2 gemas de ovo
Umas gotinhas de sumo de limão
Azeite quanto baste
1 dente de alho pequeno, ralado
Sal fino a gosto

Preparação:

Para demolhar o bacalhau, passe os lombos por água, para tirar o excesso de sal e depois ponha-os dentro de uma taça grande com água. Mude a água 2 a 3 vezes ao dia para uma demolha mais rápida. Em 3 dias deve estar pronto a cozinhar, mas isso depende da grossura do bacalhau. Prove um pouco para ver se já está bom ou se precisa de demolhar mais.

Leve um tacho ao lume com água e as batatas, quando ferver junte sal grosso a gosto e depois o bacalhau, ponha no mínimo e deixe cozer quase sem borbulhar( o bacalhau não deve cozer em água a ferver em cachão). Passados 20 minutos, espete um garfo numa batata para ver se já estão cozidas, se assim for, escorra a água do tacho.

Num wok ou então numa sertã, aqueça o azeite e junte o alho, mexa um pouco e junte primeiro o alho francês, cozinhe por alguns minutos até amaciar, junte as cenouras e as folhas dos espinafres, mexa até os espinafres começarem a encolher, cozinhe por alguns minutos ( + ou - 10) até estarem macios. Eu gosto dos vegetais meios crus, se quiserem cozinhem mais um pouco e reservem.

Para fazer a maionese, ponham as gemas numa tigela e juntem umas gotas de sumo de limão, mexam e deixem descansar 2 minutinhos. Juntem o azeite no início quase gota a gota, mexendo sempre, quando já tiverem alguma maionese, podem juntar mais e mais quantidade de azeite, até obterem a quantidade desejada ( preparem-se para usar bastante azeite, é mesmo assim). No fim, juntem o alho e um pouco de sal fino.

Sirvam os vegetais com o lombo de bacalhau em cima, rodeados pelas batatinhas e cobertos com a maionese.

Bom apetite!



Sexta-feira

CRÈME BRÛLÉE DE CHOCOLATE





Existe por esse mundo fora, uma vasta variedade de sobremesas e doces; de frutos, ovos, iogurte, queijo e até de vegetais. Mais doces, menos doces, mais simples ou mais elaborados, é só uma questão de gosto e claro, de carteira!.
Depois temos o chocolate! e o chocolate é um caso á parte, distingue-se de tudo o resto, é único . Acrescenta aquele "não sei o quê" aos bolos e doces que os tornam diferentes de tudo o resto.
Este crème brûlée é prova disso mesmo, a textura é a mesma do crème brûlée clássico e o sabor é delicioso ! A crosta de açúcar caramelizado e crocante, em conjunto com o sabor do chocolate é puro deleite! Só têm que experimentar!

Bom fim de semana para todos!

Ingredientes:
300 ml. de natas
150 gr. de chocolate em barra, 70 % de cacau de preferência
2 ovos grandes
30 gr. de açúcar em pó
4 colheres de sopa de açúcar demerara

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 200º, marca 6 do fogão a gás.

Leve a nata ao lume num tacho e aqueça, sem deixar ferver. Tire do lume, junte o chocolate partido em pedaços e mexa até derreter.

Bata os ovos com o açucar, até ficar em creme e junte ao preparado de chocolate. Mexa bem para ligar.

Ponha esta mistura em forminhas - este creme costuma ser servido em formas baixas, mas eu não tenho, por isso usei as de soufflé - deixe arrefecer ( assim o creme ganha uma fina película o que impede que o açúcar "afunde" no mesmo) , polvilhe cada forma com 1 colher de sopa de açúcar demerara e leve ao forno na prateleira de cima para que o açúcar caramelize, cerca de 15 minutos. Convém vigiar para não queimar.
Sirva á temperatura ambiente.

Quinta-feira

TARTELETTES DE MARACUJÁ


Ao fim de semana, quando vou a casa da minha sogra, gosto de andar pelo meio do terreno e ver o que há para apanhar, seja fruta ou legumes .
No tempo das laranjas, lá mais para Janeiro, eu não passo sem lá ir e comer uma ou duas laranjas, ali mesmo debaixo das laranjeiras. Não há nada igual á satisfação de colher e comer fruta na hora.
No caso dos maracujás, isso já não dá muito jeito, então só me resta trazê-los para casa, que foi exactamente o que eu fiz no passado domingo, apanhei-os e apanhei também, limões, maças e marmelos.
A minha única reserva, no que diz respeito á apanha da fruta, é a possibilidade de ter um "encontro imediato", com um louva a deus ou então um gafanhoto " big size", já que tenho pavor desses insectos. Quando isso acontece, acreditem que durante uns bons tempos, nem quero ouvir falar, em apanhar fruta!
Voltando aos maracujás, a ideia para estas tartelettes, surgiu de repente. Eu ía postar a receita do curd de maracujá, que já andava para fazer á muito tempo - como tantas outras receitas! - e ía aproveitá-lo para rechear e cobrir um bolo ou uns queques mas quando o provei, achei-o tão bom por si só, que achei que devia ficar muito bom numas tartelettes, com uma base simples de massa areada, só para contrabalançar a acidez dos maracujás e realmente ficaram muito boas!
Este curd é macio e aveludado e o sabor é tão bom que dá vontade de o comer á colher, que aliás foi o que eu fiz a certa altura. É irresistível.



Ingredientes para o curd de maracujá:

11 maracujás

2 ovos grandes

2 gemas

150 gr. de açúcar

100 gr. de manteiga sem sal


Preparação:
Ponha a polpa e sementes de 10 maracujás num processador e processe só para soltar as sementes da polpa. Ponha a polpa dos frutos a escorrer, dentro de um coador grande com uma taça por baixo. Reserve o sumo.

Bata as gemas, os ovos inteiros e o açúcar juntos, até ficar em creme.

Derreta a manteiga em lume baixo e sem tirar o tacho do lume, junte-lhe a mistura de ovos e açúcar e o sumo dos maracujás, mexendo sempre. Cozinhe até engrossar, sem parar de mexer.

Tire o tacho do lume e junte a polpa com sementes e tudo, do maracujá que ficou de fora ( eu juntei também um pouco da polpa e sementes dos outros maracujás, porque gosto de sentir o crocante das sementes). Guarde no frigorífico até usar, também pode congelar.


Ingredientes para massa areada:

100 gr de manteiga sem sal, muito fria e cortada em cubos

200 gr. de farinha peneirada

1 colher de açúcar em pó, peneirada

1 ovo

1 colher de sopa de leite


Preparação:
Ponha a farinha o açúcar e a manteiga dentro de um processador e ligue-o, quando a mistura ficar tipo areia, junte-lhe o ovo e ligue de novo, pare e junte o leite, ligue só para juntar tudo e desligue logo.

Ponha a massa numa superfície enfarinhada e molde-a num disco, embrulhe em película e leve ao frigorífico por pelo menos 20 m.

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Estenda a massa numa superfície enfarinhada e forre 6 formas de tartelette, aproximadamente, pique o fundo da massa com um garfo, para que ela não inche ao cozer e ponha um pedaço de papel de alumínio e um peso ( pode ser uma forma mais pequena tipo soufflé ) em cima. Leve ao forno e coza por + ou 30 m., quando estiverem douradas, estão prontas.

Deixe arrefecer, tire as tartelettes das formas e recheie com o curd, se gostar pode servir com natas batidas.

Pode ver aqui mais informação sobre a massa areada.

Terça-feira

LULAS DE CEBOLADA COM PIMENTOS



Nas últimas semanas, não temos ido á lota de Matosinhos. Como aos sábados de manhã temos os jogos do meu filho mais novo que nos obrigam a estar no campo de futebol, ás 7.45, 8.00, tem sido complicado levantar ás 6.30 para lá ir.
A questão, é que andamos com uma vontade enorme de comer sardinhas assadas, mas sem ir á lota tem sido complicado. É que nos hipermercados, comprar peixe fresco não é tarefa fácil.
No passado fim de semana, numa tentativa de arranjar sardinhas, lá fomos nós outra vez a uma grande superfície, mas o que acabamos por trazer foi lulas. Já que as sardinhas frescas de frescas não tinham nada, então e para não virmos de mãos a abanar, trouxemos as lulas, mas congeladas!
E foi assim que em vez da sardinhada com pimentos assados como manda a tradição, acabamos por comer umas lulas de cebolada com pimentos.
Quanto ás sardinhas, com jeitinho agora só para o ano!



Ingredientes:
1 kg. de lulas lavadas e arranjadas
2 cebolas grandes
1 pimento verde ou vermelho
1 folha de louro
2 dentes de alho
2,5 dl de azeite
1 colher de sopa de pimentão doce
Sal e pimenta preta preta, de preferência, moída na hora

Preparação:

Num tacho, ponha 1 dl. de azeite e leve ao lume. Quando estiver quente frite as lulas em lume forte, virando-as. As lulas vão começar a largar água, quando isso acontecer, tape o tacho e deixe ferver até as lulas estarem quase cozidas, ( espete um garfo para ver ).

Numa sertã ponha o restante azeite, misturado com o pimentão e deixe aquecer, depois junte as cebolas cortadas em rodelas, o pimento sem sementes e cortado em tiras, os alhos esmagados e o louro. Deixe fritar até as cebolas alourarem um pouco mas sem queimar. Junte as lulas e envolva bem na cebolada, tempere de sal e pimenta e deixe acabar de cozer. Entretanto reduza o molho em que as lulas cozeram e junte também á cebolada, misture e sirva acompanhado de batatas cozidas.

Segunda-feira

TENHO UMA PERGUNTA A FAZER...



Será que alguém sabe o nome e proveniência deste fruto?

A minha sogra, tem lá em casa um pé de uma planta, da qual não sabe o nome, que dá estes frutos. A única coisa que vos posso dizer é que sabe a meloa, mas não é tão doce. Se por acaso, um ou uma de vocês souber, por favor digam-me, já pesquisei em livros e na net e não encontro nada!
Obrigada!

O OUTONO CHEGOU!



E com ele, chegam também, as maças, os marmelos, as romãs, os diospiros e tantos outros produtos próprios desta estação.
Já começo a pensar na apanha dos cogumelos e por estes dias, já tenho planeado fazer a marmelada de marmelo e de maça, assim como o doce de abóbora.




Do verão que chegou agora ao fim, guardei estas fotos entre muitas outras, das abelhas, á volta das flores da rúcula. Nos últimos dias de verão, elas foram, além da minha cadela, as únicas visitantes do jardim e da horta, ( os pássaros já ninguém os vê!), principalmente da horta, já que passam imenso tempo, a recolher pólen nas flores da rúcula e não se incomodam nada com a minha presença e mais importante e curioso, não me incomodam a mim! Posso quase tocar-lhes que elas não me ameaçam, continuam entretidas de flor em flor e eu fico encantada com a presença delas. Apesar do respeito que as abelhas impõem, ninguém quer entrar em conflitos com estas meninas, certo? Elas são muito importantes para a frutificação e floração das plantas, como aliás já devem saber!Por isso são muito benvindas, na horta e no jardim.







Abelha 1
Este pé de rúcula , que neste momento está enorme e já estorva, continua na terra graças ás abelhas!







Abelha 2








Abelha 3

Sexta-feira

QUEQUES DE CHOCOLATE


Quando eu era uma "teenager inconciente", havia uns queques de chocolate, que se compravam nas mercearias - sim, porque nessa altura, os hipermercados ainda não tinham invadido Portugal - que eu adorava. Eram leves e fofos e com um ligeiro sabor a baunilha e eu que na altura até não ligava muito a bolos e pastéis, por esses queques, "perdia-me"!
Quando fiz estes fofos pela primeira vez, descobri que eram muito parecidos com os tais da minha adolescência o que me deixou, agradavelmente surpreendida. Agora já os podia fazer em casa, sem corantes nem conservantes, lindos fofos e purinhos!, como dizia uma senhora de lá de cima do Gerês.
Da última fornada que fiz, só sobrou um para contar a história, já que o joão e os miúdos acabaram com os restantes queques em três tempos e isto por especial favor á minha pessoa, que já que os tinha feito,tinha direito pelo menos a comer um, mas só um! ( tão queridos que eles são!) e foi o que eu fiz. Eu gosto de os comer cobertos de natas batidas com açúcar. Ainda não descobri melhor acompanhamento para sobremesas e bolos de chocolate do que natas batidas com açúcar, pura e simplesmente, adoro!

Fonte: Joy of baking

Ingredientes:
25 g. cacau em pó
120 ml de água a ferver
60 g. de manteiga sem sal, á temperatura ambiente
100 g. açúcar
1 ovo grande
1 colher de chá de extracto de baunilha ou 2 gotas de aroma de baunilha
95 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 de colher de chá de sal fino
Para a cobertura:
200 ml. de natas muito frias
40 g de açúcar


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Numa taça, misture a água a ferver com o cacau em pó até estar ligado.
Noutra taça, misture a farinha, o fermento e o sal peneirados, reserve.
Bata a manteiga com o açúcar, até ficar em creme. Junte o ovo e a baunilha e bata novamente. Adicione os ingredientes secos, farinha, fermento e sal e misture tudo. Por fim junte a pasta de cacau.
Num tabuleiro de queques ou em formas individuais, ponha formas de papel frisado, encha as formas com a massa dos queques e leve ao forno por 17 a 20 minutos, faça o teste do palito.
Quando estiverem prontos, tire do forno e deixe-os arrefecer. Sirva com natas batidas com o açúcar. Dá para 8 queques ( aproximadamente).

Quinta-feira

MARACUJÁS VERSUS FIGOS


Nos últimos tempos, o figo tem sido o verdadeiro rei da blogoesfera. Muitos dos blogues, portugueses e estrangeiros, que costumo visitar diariamente, têm receitas verdadeiramente fantásticas, para todos os gostos e ocasiões e com fotos de dar água na boca. Nem é preciso dizer que ando com uma vontade enorme de experimentar umas quantas receitas com figos mas tenho que me contentar em olhar para as fotos, é que o figo além de saboroso, ainda por cima é fotogénico! .
A questão é que, eu vivo no norte e figos aqui, apesar de os haver, que há sim senhor, não são assim em tamanha abundância e comprá-los, só quando o rei faz anos, pois o preço faz-nos perder o apetite!
A solução, é compensar os meus desejos por figos, com o fruto que neste momento tenho mais á mão, ou melhor dizendo, tenho ás mãos cheias, já que eles não param de chegar á minha cozinha. Estou a falar dos maracujás, sim, porque se as hortas e pomares do sul dão muitos figos, as do norte dão muitos maracujás! Quer dizer, pelo menos este ano estão a dar, para o ano logo se vê!
Esta salada de fruta e iogurte, é ideal para um pequeno almoço, lanche ou até sobremesa. Eu gosto especialmente de a comer ao pequeno almoço.


Ingredientes:1 pessoa
1 boião de iogurte grego ou dois iogurtes naturais, que se põem a escorrer dentro de um coador forrado com um guardanapo de papel, durante 30 m.
Fruta doce á escolha (maça, pera, banana)
3 maracujás
3 sementes de cardamomo
2 colheres de chá de mel

Preparação:

Numa taça, ponha a fruta cortada em pedaços a gosto, por cima ponha o iogurte em monte. Pegue nas sementes de cardamomo e esmague-as num almofariz, retire as cascas que se soltaram e polvilhe o iogurte com as sementes trituradas.
Cubra o iogurte com o maracujá e espalhe as 2 colheres de chá de mel, por toda a salada de fruta.
Sirva á temperatura ambiente.

Quarta-feira

BAKLAWÁ



Andava á imenso tempo, para experimentar este pequeno doce tão rico e aromático, que para mim, tem tanto em comum com a doçaria tradicional portuguesa. A presença do mel, da canela, dos cravinhos, das amêndoas e nozes, que fazem parte de tantos doces portugueses e a massa fillo, que a mim me lembra os deliciosos pastéis de Tentúgal. Por tudo isto, queria muito experimentá-lo e a deixa para o fazer, foi o almoço de domingo passado. Muitas vezes, ao experimentar doces tradicionais de outros países, e quem diz doces diz salgados, depois de provar, chego á conclusão de que não vale a pena voltar a fazer. Com o Baklavá isso não aconteceu, é um doce que me deixa com vontade de repetir, apesar de não ser muito aconselhável repeti-lo muitas vezes seguidas, pois é muito rico e doce.
Para mim, é ideal para um almoço ou jantar de amigos ou de festa, em que depois de uma refeição muito bem servida, sabe bem um doce bem aromático para limpar o palato.
Apesar de este doce existir em vários países como a Turquia e o Líbano, esta receita é a versão grega.




Ingredientes:

100 gr. de amêndoas ou nozes ou pistachios, ou uma mistura dos três, triturados grosseiramente.

8 colheres de sopa de pão ralado

8 colheres de sopa de açúcar

2 colheres de chá de canela em pó

250 gr. de manteiga derretida

1 embalagem de massa fillo


Para a calda:

1 litro e meio de água

200 gr. de açúcar

200 gr. de mel

2 cravinhos

1 pau de canela

Sumo de um limão

Preparação:

Misture os frutos secos com o pão ralado, a canela em pó e o açúcar. Derreta a manteiga.

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Use uma forma mais ou menos do tamanho das folhas de fillo. Eu usei uma forma rectangular. Unte bem a forma, com manteiga. Pincele com manteiga derretida, duas folhas de fillo separadamente, ( as folhas de fillo, têm que ser pinceladas com manteiga nos dois lados) e ponha-as uma por cima da outra, na forma. Ponha recheio de frutos secos por cima, em camada fina e cubra com mais uma folha de fillo bem pincelada com manteiga, cubra novamente com o recheio e cubra com mais uma folha de massa bem pincelada de manteiga, continue este processo até acabar o recheio. Cubra a última camada de recheio com 3 folhas de fillo bem pinceladas com manteiga, sobrepostas umas nas outras. Pincele a superfície do doce com mais manteiga, corte as sobras de massa nas bordas da forma e corte a superfície, dando-lhe o formato característico do Baklavá, como pode ver na foto . Borrife com um pouco de água e leve ao forno por 30 a 35 minutos até ficar dourado, cuidado para não queimar!

Para fazer a calda, num tacho ponha a água a ferver com o açúcar, deixe ferver por 5 minutos e junte o mel, a canela e os cravinhos, deixe ferver uns 10 ou 15 minutos e retire as especiarias, junte o sumo do limão, deixe levantar fervura, retire do lume e deixe arrefecer.

Para verter a calda sobre o doce, há um pormenor a ter em conta é que tem que ser com o doce quente e a calda fria ou vice-versa, para que o doce não fique demasiado ensopado, espalhe a calda com a ajuda de uma colher. Molhe bem o doce com a calda mas provavelmente, não vai precisar de a usar toda.

Sirva com um licor á escolha.



Terça-feira

PÃO INTEGRAL - MAIS FÁCIL É IMPOSSÍVEL!




Na minha humilde opinião, fazer pão só começa a ser terapêutico, após muitas tentativas fracassadas. Das primeiras vezes que tentei fazer pão, tudo o que consegui, foi um estado de nervos tal, que quase me fez desistir de tentar novamente. Eu devia ter uns 13 ou 14 anos, a minha biblioteca de cozinha resumia-se a um livro e o Jamie Oliver e a Nigella ainda não apareciam na televisão, por isso não tinha grandes meios para aprender todos os truques para fazer massa de pão como manda a lei! Mas é mesmo assim, o importante é não desistir, porque mais cedo ou mais tarde, lá chega o dia em que finalmente, fazemos um pão que fica para a história da nossa cozinha, com direito a fotografia e tudo e aí vemos que todo o desgaste, desperdício de ingredientes e trabalho, valeram bem a pena.Tudo isso fez parte de um plano maior, ...ensinar-nos a fazer pão, mas pão a sério!
Tudo o que eu acabei de escrever é verdade, mas também é verdade que a receita de pão que vos trago hoje, despensa, toda e qualquer prática de fazer pão. Qualquer criança a consegue fazer. Para começar não leva fermento de padeiro, logo não precisa de levedar, o que além de nos poupar a uma espera interminável, poupa-nos também ao desgosto de ver que a massa não duplicou de volume como deveria. A seguir é nutritivo e muito bom e faz-se em três tempos, literalmente. É só juntar ingredientes, amassar, e cozer. Tudo isto num curto espaço de tempo. Dito isto, aqui fica a receita para que possam comprovar.








Ingredientes:
500 g. de farinha de trigo integral
1 colher de chá de bicarbonato de soda
1 colher de chá de cremor tártaro
1 pitada de sal, a gosto
25 g. de manteiga, partida em pequenos cubos
300 ml. de leite


Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Peneire a farinha, o bicarbonato e o cremor tártaro para dentro de uma taça, junte a manteiga e esfarele-a em conjunto com a farinha e os restantes ingredientes. Faça um buraco no centro e junte o leite, com um garfo, vá mexendo a mistura do centro para fora até a farinha estar totalmente ligada com o leite. Ponha esta massa numa superfície enfarinhada e amasse até ficar macia, cerca de 4 minutos.

Forre um tabuleiro com papel vegetal.

Dê à massa a forma de um pão, fazendo 2 golpes em forma de cruz, com 1 cm. de profundidade, para que o pão abra em quarto, enquanto coze. Ponha o pão no tabuleiro e leve ao forno por 30 a 35 m. Bata na base do pão, com os nós dos dedos, se soar a oco, então está pronto. Se não estiver cozido, leve ao forno mais uns minutos. Este pão foi feito para comer com este doce aqui!

Sexta-feira

SOUFFLLÉ OU PUDIM?


Parece souffllé mas é pudim, de chocolate e café!
Muitas vezes a ansiedade de experimentar uma receita, leva-me a improvisar com o que tenho disponível no momento, quer sejam ingredientes, ou até mesmo material de cozinha, é claro que as improvisações já me valeram uns quantos fiascos mas por vezes o resultado vale a pena o risco.
No caso deste pudim, adiei fazê-lo várias vezes, por não ter uma forma de pudim lisa. Até que decidi arriscar fazê-lo numa forma de souffllé e ver o que é que dava. O resultado foi este que vêm na foto, um pudim fofo com cara de souffllé e um cheirinho a outono! pois é melhor se for servido quente ou morno. Também substituí o cacau original da receita por chocolate em barra o que o torna mais denso e húmido e além disso alterei a junção dos ingredientes.
Mas a verdadeira estrela desta receita é o molho de chocolate, um molho rico, espesso e delicioso,que faz desta sobremesa, um pecado de chocolate.
A inspiração veio de uma receita da Fran warde, cujos livros povoam neste momento o meu imaginário e os quatro cantos da minha casa.
E porque hoje é sexta-feira, desejo um bom fim de semana a todos os que me visitam!




Ingredientes:
1 colher de chá de café instantâneo
175 g. de manteiga
175 g. de açúcar
2 ovos grandes
225 g. de farinha
100 g. de chocolate preto em barra - 70% cacau ou mais
Natas para servir ( opcional )

Para o molho de chocolate:
100 g. de chocolate preto - 70% cacau, partido em pedaços
100 g de manteiga
50 g. de açúcar
200 ml. de natas

Preparação:
Ponha o café numa chávena e junte uma colher de chá de água muito quente, dissolva bem.
Bata o açúcar com os ovos até obter uma mistura fofa e cremosa.
Ponha a manteiga e o chocolate a derreter em banho maria, depois de derretido, tire do lume e deixe arrefecer um pouco.
Junte o café e a mistura de chocolate à mistura de ovos e mexa até ligar, peneire a farinha e junte-a ao preparado anterior, envolvendo-a com uma colher.
Unte muito bem duas formas de soufflé ( as minhas têm 9,5 cm de diâmetro, na base e 6 cm de altura, é claro que podem usar outras, isto é só para ficarem com uma ideia ), com manteiga, verta a mistura nas formas quase até cima, unte também duas folhas de papel de alumínio e tape o topo das formas com elas de forma a que fiquem bem seladas e leve-as a cozer em banho Maria, assim que a água levantar fervura, ponha o lume no mínimo e deixe a cozer por 1 hora e meia, verificando de vez em quando o nível da água.
Para fazer o molho, basta por todos os ingredientes num tacho e levar ao lume, mexendo sempre até derreter e ligar, quando derreter, tire do lume e bata muito bem com uma vara de arames, para que o molho fique brilhante, bem ligado e macio.
Sirva quente ou morno acompanhado de natas batidas frias.

Quinta-feira

MEZZE OU A ARTE DE SABOREAR





O verão está a acabar, mas para prolongar o seu espírito alegre, solarengo e colorido, nada melhor do que uma mesa cheia de petiscos saborosos e visualmente estimulantes.
No médio oriente e até mesmo na Grécia, mezze é o nome que se dá ao vasto grupo de petiscos que se comem, acompanhados de bebidas típicas de cada país. É uma festa para os sentidos, apreciar a variedade, sabor e beleza de uma mesa de mezze.
Mezze deriva da palavra persa mazza, que significa saborear e na antiguidade era algo tipicamente persa. Os persas tinham o hábito de servir frutas maduras com o seu vinho novo, para aliviar o sabor amargo do mesmo e daí veio o gosto de saborear pequenos petiscos enquanto bebiam bebidas típicas. Com o passar do tempo este hábito espalhou-se aos países vizinhos.
Hoje trago-vos o Fatayer e o Houmus ou Hummus, porque cá em casa são dos favoritos e faço-os vezes sem conta durante o verão.




Fatayer
Ingredientes: Para a massa
1 chávena de farinha
1/2 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de azeite
1/4 de chávena de água morna


Para o recheio de espinafres:
225 g. de espinafres frescos
1 cebola pequena picada
3 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta preta
1/4 de chávena de pinhões
1 pitada de sumagre


Preparação:

Para fazer a massa, ponha numa taça a farinha e o sal, junte o azeite e mexa com um garfo para ligar, junte a água e mexa até estar tudo ligado. Numa superfície enfarinhada trabalhe a massa, até esta ficar macia e elástica.

Estenda a massa muito fina e corte rodelas de massa para depois rechear.

Para fazer o recheio, lave muito bem os espinafres e corte-os em pedaços muito pequenos ( só as folhas ) depois amasse-os com as mãos, até eles reduzirem de tamanho e largarem bastante água, eles devem ficar bem esmagados e escorridos.

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Pique a cebola muito miudinha e junte-a aos espinafres, assim como os pinhões se os usar ( eu não usei ), o sal a pimenta e o sumagre. Misture tudo e recheie as rodelas de massa com um pouquinho deste recheio.

Para fechar os bolinhos, una as rodelas de meio até uma ponta e puxe a ponta da outra metade da rodela, unindo-a em dois á outra parte, de forma a parecer um triângulo. Pincele com azeite e leve ao forno num tabuleiro untado com manteiga, por 15 a 20 minutos até ficarem dourados.









Hummus:
Ingredientes:
2 chávenas de grão de bico seco
3 dentes de alho esmagados
1/2 chávena de tahini ( pasta de sementes de sésamo )
1/4 de chávena de sumo de limão
Sal e pimenta preta acabada de moer

Preparação:

Demolhar o grão durante a noite. No dia seguinte, coza o grão durante aproximadamente 45 m. até estar macio, junte sal quase no final da cozedura para não endurecer os grãos.

Misture todos os ingredientes num processador e processe até obter uma pasta macia.

A decoração típica do hummus, é a que vêem na foto. Uns quantos grãos no meio, um pouco de salsa, na borda podem por paprika e no meio e á volta um fio de azeite, come-se molhando pedaços de pão pita no hummus.

Quarta-feira

DA COZINHA COM AFECTO! E PEIXE FRITO Á TAILANDESA


Laurie Colwin disse " Uma das delícias da vida é comer com os amigos, a seguir é falar sobre comida e para nos deixar absolutamente rendidos, temos o falar sobre comida enquanto comemos com os amigos." E eu concordo plenamente com ela.
Partilhar refeições é sem dúvida, das melhores coisas da vida, mas eu estendo essa partilha não só aos amigos mas principalmente á família imediata, ou seja, marido e filhos.
É na família que tudo começa e na necessidade diária, de agradar e alimentar, as pessoas que estão mais perto de nós!
Cozinhar para os outros é prova de generosidade e de afecto, isso já todos nós sabemos, mas na correria em que a vida moderna nos leva, dia após dia, isso ás vezes é esquecido e então é preciso parar para pensar e avaliar a verdadeira importância de um acto, que á primeira vista, parece tão primário e rotineiro, como é a tarefa de alimentar a família, tão importante, que permitiu que a humanidade sobrevivesse, até aos dias de hoje.
O que seria de nós sem as cozinheiras que passaram pela nossa vida, alimentando-nos o corpo e a alma, com alimentos e com amor?! E que seria das cozinheiras sem as suas famílias para alimentar? Por tudo isto, para mim, cozinhar para a família, è muito mais do que um acto mecânico e rotineiro, è o dar continuidade a um ritual ancestral que além de servir para nutrir os que estão à nossa volta, è também uma das formas mais bonitas de criar laços.

Ingredientes: 4 pessoas
8 lombos de pescada
1 pedaço de gengibre fresco ralado
1/2 lata de leite de coco
Coentros em pó-2 colheres de chá
3 dentes de alho picados
Sal e pimenta preta, acabada de moer
100 g de farinha, misturada com 2 colheres de chá de gengibre em pó e 1 colher de chá de coentros em pó
Óleo para fritar

Para a salada de vegetais:
1 beringela pequena
1 courgette pequena
1/2 pimento verde ou vermelho
1 cenoura
Feijão verde a gosto
4 alhos esmagados
Azeite
Sal e pimenta preta, acabada de moer
Sementes de sésamo



Preparação:
Faça uma marinada com o gengibre fresco ralado, o leite de coco,os coentros em pó, o alho picado, o sal e a pimenta. Envolva o peixe nesta marinada e deixe assim por algumas horas - quanto mais tempo melhor - .

Na altura de preparar a refeição, escorra bem o peixe da marinada e passe-o pela farinha aromatizada, frite-o em óleo bem quente - o óleo deve cobrir o peixe -, até dourar.

Para preparar os legumes, lave e corte-os em pedaços, tire a casca somente á cenoura. Num wok ponha umas 3 colheres de sopa de azeite e aqueça-o, junte o alho descascado e esmagado, logo a seguir junte os vegetais e frite-os no azeite, puxando-os para as paredes do wok, para que cozinhem uniformemente, esta fritura dura apenas alguns minutos, os vegetais devem ficar tenros mas ao mesmo tempo com textura, a beringela vai absorver muita gordura, se achar necessário, junte mais um pouco de azeite, tempere com sal e pimenta e sirva polvilhado com sementes de sésamo, acompanhado do peixe e de arroz branco .

Terça-feira

SALADA DE CEBOLINHAS EM VINAGRE BALSÂMICO



As cebolinhas, por serem tenras e mais doces do que as cebolas grandes, podem tornar-se num ingrediente excepcional. Se as saltearem levemente num pouco de azeite de boa qualidade e de vinagre balsâmico, elas tornam qualquer prato mais interessante. No caso desta salada, elas fazem toda a diferença!
O vinagre balsâmico de Modena é conhecido mundialmente como um ingrediente gourmet. Este vinagre é produzido através da fermentação do mosto das uvas Trebbiano brancas da região de Modena e necessita de maturar em barris de vários tipos de madeira, conforme o tamanho dos mesmos, durante pelo menos 12 anos. A harmonia de doçura, acidez, suavidade e sabor aromático, fazem deste vinagre, um ingrediente que vale a pena provar!

Ingredientes: 1 pessoa
5 cebolinhas ou chalotas
100 g. de feijão frade já cozido
50 g. de queijo feta
Oregãos picados
1 colheres de sopa de azeite 7% acidez ou menos
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta preta acabada de moer


Preparação:

Numa sertã, ponha o azeite e salteie as cebolinhas cortadas em quartos.Regue com o vinagre balsâmico, mexa com cuidado para que as cebolinhas não se abram.

Numa taça, junte o feijão e as cebolinhas, tempere com sal, agora junte o queijo - eu faço assim, porque o feta já é bastante salgado, por isso não precisa desse tempero -, a seguir junte então o feta cortado em pedaços e tempere com o azeite e a pimenta preta. Regue com um fiozinho fino de vinagre balsâmico e polvilhe com os oregãos.
Sirva á temperatura ambiente.

Segunda-feira

BOLO DE MARACUJÁ

Passion fruit - fruto da paixão, assim se chama o maracujá em inglês e eu acho que é um nome lindo!
Houve tempos, em que eu me perguntei de onde viria um nome tão...como direi...sugestivo! Seria um fruto afrodisíaco? Para se chamar fruto da paixão, alguma propriedade tinha que ter!
E acreditando nisso, criei toda uma imagem mental, cheia de romantismo e folclore, á volta do maracujá.
O tempo passou, continuei a comer maracujás, esse fruto tão romântico e exótico, que segundo a minha imaginação, por vezes exagerada e enganadora, era o romantismo em forma de fruto, quem sabe até, o verdadeiro fruto proibido do jardim de Éden! É claro! qual maça, qual carapuça, o Adão tinha sido "levado" pela Eva, graças ás propriedades afrodisíacas do fruto da paixão, era preciso ser cego, para não ver!...
Certo dia decidi criar um blogue, ...de cozinha. E fatal como o destino, chegou o dia de publicar uma receita com maracujá. Ideias á volta do fruto não me faltavam, mas não passavam disso mesmo, ideias! - embora eu estivesse muito certa delas! - .Eu precisava era de factos!
Lembrei-me de um livro que tenho, só sobre ingredientes e peguei nele para ver o que dizia sobre o maracujá. Agora eu ia confirmar toda aquela teoria " cor de rosa " que eu tinha criado sobre o fruto da paixão!... Como eu estava enganada!
Na realidade, o nome fruto da paixão além de não ter nada de romântico nem de afrodisíaco, ainda por cima é um nome beato!
Eu passo a explicar, quem deu este nome ao fruto, foram os jesuítas espanhóis, por aqui já podem ver que isto não vai por bom caminho.
Quando eles chegaram á América , depararam com aquele lindo fruto, cuja flor lembrava uma coroa de espinhos e cuja cor ( roxa ) era idêntica á que os padres usavam na época da quaresma. Sendo assim associaram-na de imediato á paixão de Cristo e com a ajuda deste fruto explicaram aos nativos a paixão e crucificação de Cristo.
Agora percebem porque digo, que a minha imaginação é por vezes exagerada e enganadora! Consegui fazer de um fruto beato, um símbolo de luxúria! Salvo seja!

Ingredientes:
4 ovos grandes
200 gr. de manteiga derretida e morna
200 gr. de açúcar
200 gr. de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
200 ml de natas muito frias
50 gr. de açúcar



Para o xarope de maracujá:
100 gr. de açúcar
15 maracujás
1 copo pequeno de água





Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Unte e polvilhe com farinha, uma forma redonda.

Bata os ovos inteiros com o açúcar, até ficarem em creme e a mistura dobrar de volume. Junte a manteiga e bata novamente. Junte a farinha e o fermento peneirados e envolva na massa, com uma colher de pau.

Ponha a mistura na forma e leve ao forno a cozer por + ou - 30 minutos, espete um palito se sair seco então está pronto.

Desenforme o bolo com cuidado, passando uma faca pela borda. Deixe arrefecer.

Para fazer o xarope, retire a polpa aos maracujás. Num tacho ponha o açúcar e a água e leve ao lume. Deixe ferver um pouco, 5 a 7 minutos e junte a polpa dos maracujás, deixe ferver mais um pouco até começar a ficar tipo xarope e desligue o fogão. Deixe arrefecer.

Bata as natas até começarem a engrossar, junte os 50 gr. de açúcar, bata novamente até as natas ficarem bem fofas mas consistentes.

Para montar o bolo, ponha um monte de natas no meio do bolo, verta um pouco de xarope de maracujá por cima das natas e na base do bolo. leve ao frigorífico e sirva frio.

Sexta-feira

SANDWICHES DE BOLACHAS DE CHOCOLATE E GELADO DE BAUNILHA


Lá fora chove, o dia está cinzento e triste e no sótão, de onde estou a escrever esta mensagem, o som do vento a soprar é por vezes forte e assustador mas apesar de tudo isto, no Pratos e travessas, hoje faz sol, o dia está lindo e a alegria está no ar.
Sandwiches de bolacha de chocolate com gelado de baunilha, transformam qualquer dia sem cor, num dia alegre e divertido.
Já agora e porque amanhã é Sábado, façam uma festa de sofá, preparem umas quantas sandwiches destas e levem para a sala, escolham um bom filme, ou mau se assim preferirem! sentem-se confortavelmente no canto do sofá que mais gostam, com uma sandwich na mão e o comando do dvd na outra e preparem-se para entrar noutra dimensão. Á, é verdade, não se esqueçam dos guardanapos de papel, pois mais tarde ou mais cedo o gelado vai derreter e escorrer pelo vosso braço abaixo! mas também não é nada de grave,...pelo menos para mim!
Bom fim de semana!


Ingredientes: Bolachas
190 gr. de manteiga mole
190 gr. de açúcar
2 ovos pequenos
1/2 colher de chá de extracto de baunilha ou 2 gotas de aroma de baunilha
190 gr. de farinha
190 gr. de chocolate preto com70% cacau ou mais, picado

Para o molho de chocolate:
50 gr. de chocolate preto, 70 % cacau ou mais
1 colher de sopa de açúcar
100 ml de natas

Para acompanhar:
Gelado de baunilha( eu usei gelado de compra)


Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Bata a manteiga com o açúcar, até ficar em creme. Junte os ovos e a baunilha e bata bem. Junte a farinha peneirada e o chocolate picado em pequenos pedaços e mexa a mistura suavemente com uma colher de pau.

Forre um tabuleiro com papel vegetal e ponha pequenas porções de massa ( eu pus o equivalente a 2 colheres de chá), com bastante espaço entre elas, pois espalham-se bastante. Leve ao forno na prateleira do meio e coza por 15 minutos, elas vão sair moles do forno mas é mesmo assim, elas depois endurecem.

Esta massa dá para 2 ou 3 fornadas, dependendo do tamanho do forno, se for uma sortuda com 2 fornos então numa fornada faz as bolachas todas. Dá para aproximadamente 25 bolachas.

Para o molho de chocolate, basta pôr o chocolate a derreter em banho maria, quando derreter junte as natas e o açúcar, misture tudo até o açúcar dissolver e está pronto.

Para fazer as sandwiches, ponha na base de uma bolacha um bom pedaço de gelado de baunilha, ponha o molho ainda quente, por cima do gelado e cubra com outra bolacha de chocolate.

Coma e delicie-se!



Quarta-feira

TOMATES ll - A SAGA CONTINUA!


A minha vida culinária, foi tomada de assalto pelo bendito tomate.
Eles são deliciosos, doces e eu adoro-os mas começo sinceramente, a temer pela minha sanidade mental!
Depois de os dar a várias pessoas, de congelar outros tantos, de litros de molho de tomate, de frascos e frascos de doce e de saladas sem fim, quando eu penso que finalmente, dei conta de todos os tomates á minha volta, eis que o meu marido chega a casa, depois de uma ida a casa da minha sogra e diz:
-Já viste o que eu trouxe?
Resposta:
-Deixa-me adivinhar,... tomates?
E lá volto eu á estaca zero... só espero que o meu gosto por tomates, sobreviva a este verão!
Agora é a vez do arroz,... de tomate é claro! mas também de couve galega e chouriço!





Ingredientes: ( 4 pessoas )
1, 1/2 chávena de café de arroz, por pessoa
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1 folha de louro
3 tomates médios e bem maduros ( eu usei coração de boi mas pode usar o que mais gostar )
8 rodelas de chouriço de boa qualidade
Folhas de couve galega, lavada e cortadas em pedaços pequenos
Sal e pimenta preta, de preferência acabada de moer

Preparação:

Frite a cebola no azeite e deixe alourar. Junte o alho picado, o louro e o chouriço, deixe fritar mais um pouco mas sem deixar queimar. Junte os tomates descascados, sem sementes e cortados em pedaços, mexa e deixe refogar um pouco. Junte um pouco de água e quando ferver junte as couves, deixe ferver até as couves estarem praticamente cozidas, junte água se achar necessário.

Depois das couves estarem cozidas, junte sal e pimenta a gosto e cubra com água suficiente para fazer um arroz malandro, ou seja o triplo ou talvez um pouco mais, da quantidade de arroz que vai usar.

Quando ferver, rectifique os temperos e junte o arroz, mexa, deixe ferver novamente e mexa de novo para separar os grãos. Deixe cozer + ou- 15 minutos, isto depende da qualidade do arroz.

Sirva com o que mais gostar.













Terça-feira

DOCE DE TOMATE DA AVÓ TINA



Hoje começa oficialmente a nova temporada culinária aqui no Pratos e como tal é a ocasião ideal, para antes de mais, agradecer a todos aqueles que passaram aqui, para deixar palavras de simpatia e carinho durante o período de férias, para todos um grande beijinho.


Este verão, tem sido aqui em casa, uma verdadeira festa do tomate. Eles estão por todo o lado, no frigorífico, no balcão da cozinha, nas prateleiras da despensa, acreditem que não estou a exagerar. A minha sogra diz que nunca teve tamanha produção de tomates e o melhor de tudo é que são tomates coração de boi, que são verdadeiramente deliciosos e doces, além de terem formas muito engraçadas.
Como eu já vos tinha dito aqui, eu não perco uma oportunidade de transformar em doce tudo o que se presta a isso e com tamanha abundância de tomates era um pecado não fazer uma boa reserva de doce de tomate.
Esta receita é muito especial para mim, pois foi-me ensinada pela minha avó materna e faz parte das minhas memórias culinárias, mais queridas.


Ingredientes:
1 kg de tomates
800 gr. de açúcar
1 pau de canela

Preparação:

A minha avó nunca tirava a pele aos tomates pois em casa dela todos gostavam do doce assim incluindo a minha mãe. Eu levei algum tempo a habituar-me mas hoje em dia, para mim é impensável fazer este doce de outra maneira, pois assim já não seria o doce da minha avó!
No entanto se preferir pode fazê-lo com os tomates pelados.


Lave os tomates, tire-lhes o pé e corte-os em pedaços. Numa panela grande de fundo espesso, ponha os tomates, o pau de canela e cubra com o açúcar, deixe ficar assim durante algum tempo, ( 30 minutos + ou-) até o açúcar dissolver um pouco. Leve ao lume e deixe levantar fervura, os tomates largam muita água, por isso deixe ferver em lume médio, até parte dessa água evaporar, isto ainda demora algum tempo, se começar a deitar por fora, baixe o lume, tenha paciência e mantenha-se de vigia ao doce, mexendo de vez em quando. Quando vir que uma boa parte da água já evaporou e o doce começa a ganhar mais consistência, aumente o lume para o máximo e deixe cozer até atingir o ponto, mexendo frequentemente para que não pegue no fundo, cuidado para não se queimar, pois este doce espirra muito. Esta última fase do processo, não deve ultrapassar os 20 minutos, para que o doce não fique tipo caramelo.

Para ver se está no ponto, ponha um pouco de doce num prato deixe arrefecer um pouco e com o dedo faça uma estrada no meio do doce, se essa estrada se mantiver e o doce não se voltar a unir imediatamente, então está pronto.
Apontamento:
O normal é usar-se 1 kg. de açúcar para cada quilo de fruta ou vegetal, mas eu uso sempre um pouco menos.
A questão é que antigamente como não havia frigoríficos, usava-se muito açúcar nos doces, pois assim conservavam-se mais tempo. Hoje em dia isso já não é um problema, sendo assim eu ponho sempre menos 200 ou 300 g. de açúcar, conforme a acidez da fruta ou neste caso vegetal.

Para guardar o doce veja aqui dicas úteis.

Segunda-feira

FÉRIAS:MEMÓRIAS FOTOGRÁFICAS

S. Teotónio no Alentejo e Odeceixe já no Algarve, foram os cenários principais destas férias de verão.
Entre o mar e a serra, os dias que lá passámos, foram dias de tranquilidade, em contacto com a natureza, vividos sem pressas, como os dias de férias devem sempre ser, desfrutando daquilo que a zona tem de melhor.


A típica paisagem alentejana.

Arroz de polvo.

Cataplana de bacalhau

Chocos grelhados



O mercado de Aljezur, é um mercado pequeno mas lá podem ser apreciados alguns dos produtos da região.

Ervas secas

Batata doce e em cima, amêndoas.


Não resisti a publicar a foto deste cinzeiro. Neste café, os ladrões de cinzeiros não têm a vida facilitada!