Sexta-feira

DIA DAS BRUXAS COM QUEQUES DEVIL´S FOOD


O dia das bruxas tem um significado que vai muito além, das abóboras cortadas, das fantasias fantasmagóricas e dos doces para as crianças ( e adultos, já agora!).
Os celtas iniciavam o seu ano a 1 de Novembro, as celebrações começavam ao pôr do sol de dia 31 de Outubro e a esta festa pagã davam o nome de Samhain ou Halloween. As celebrações incluíam entre outras festividades, o honrar a memória dos antepassados; mais tarde a igreja católica manteve a tradiçao da festa dos mortos, embora a limitasse aos mortos abençoados!
A noite, entre o dia 31 de Outubro e 1 de Novembro, era considerada pelos celtas uma noite fora do tempo, porque era o ponto em que o ano velho e o ano novo se encontravam. Esta data era também conhecida como o dia entre os anos. Tinha por isso uma carga mágica muito forte. Os mortos eram celebrados e honrados nesta altura pois, sendo este um espaço de tempo" fora do tempo", as barreiras entre o mundo dos vivos e o dos mortos eram mais finas e permeáveis, permitindo aos mortos misturarem-se com os vivos, para serem honrados e bem recebidos.
Bom, mas passemos aos queques!
Para dizer a verdade, a única coisa que estes queques ou cupcakes têm, que nos possa lembrar o dia das bruxas, é o nome; á, é verdade e a cor também pois são de chocolate, escuros como a noite!
Devil´s food que em português significa, comida do diabo é o nome dado a um tipo de bolo muito leve e fofo do qual existem muitas variantes. A receita é da Gourmet, a única coisa que alterei foi a cobertura, pois como já vos disse antes, não gosto muito de frosting. Como esta festa é uma alegria para os miúdos, acabei por fazer algumas cabeças de urso, para decorar alguns queques. Os outros decorei-os com raspas de chocolate tal como tinha na Gourmet.
Espero que gostem e divirtam-se neste halloween!
HI, HI, HI!
Bom fim de semana!

Ingredientes:
1 chávena de água a ferver
3/4 de chávena de cacau em pó
1/2 chávena de leite gordo
1 colher de chá de extracto de baunilha ou 2 gotas de aroma
2 chávenas de farinha
1, 1/4 de colher de chá de bicarbonato de soda
1/2 colher de chá de sal fino
200 gr. de manteiga sem sal amolecida
1, 1/4 de chávena de açúcar mascavado escuro
3/4 de chávena de açúcar branco
4 ovos

Para a cobertura:
200 ml de natas frescas, muito frias
2 colheres de sopa de chocolate em pó
60 gr. de açúcar

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 170º, marca entre a 3 e a 4 do fogão a gás.

Mexa a água com o cacau e ligue muito bem, a seguir junte o leite e a baunilha, misture e reserve.

Peneire a farinha em conjunto com o bicarbonato e o sal, numa outra taça.

Bata a manteiga e os açúcares, até ficar uma mistura pálida e fofa, a seguir junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Junte a mistura de farinha e a mistura de cacau, alternadamente, começando e acabando com a mistura de farinha.

Numa forma de 12 queques, ponha forminhas de papel frisado e com a ajuda de uma colher de sopa, verta colheradas nas mesmas, até encher as formas de papel quase até cima.

Leve a cozer no forno por 20 a 25 minutos, faça o teste do palito.

Para a cobertura, bata as natas até começarem a ganhar volume, junte o chocolate e o açúcar e continue a bater até as natas ficarem bem firmes.

Tire os queques do forno, deixe arrefecer e depois cubra-os com as natas como mais gostar.

Estes queques não são muito doces, mas são ricos e muito fofos, têm uma textura muito macia!

Terça-feira

TARTE DE MAÇA E AMORA




As tartes ( especialmente as de maça) lembram-me a Inglaterra rural, com os seus campos verdes a perder de vista, lindos cottages, lareiras acesas, e chávenas de chá bem quente. É puro conforto.
Esta tarte foi inspirada em duas receitas, uma do Jamie Oliver e outra da Delia Smith e o resultado é uma delícia. Para manter a tradição inglesa de nunca comer a sobremesa a "seco", eu servi esta tarte com natas mas pode ser servida com custard ou mesmo sem nada.




Ingredientes:
Para a massa:
240 gr. de farinha
120 gr. de manteiga bem fria
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar em pó
1 colher de sopa de leite bem frio

Para o recheio:
1 chávena de amoras frescas ou congeladas
4 maças grandes ou 6 pequenas cortadas em laminas grossas
75 gr. de açúcar

Para acompanhar:
Natas ou custard






Preparação:

Ponha a farinha e o açúcar numa superfície de trabalho e faça uma cova no meio, ponha lá a manteiga cortada em cubos e esfarele tudo com as pontas dos dedos, até ficar tipo areia. Junte o ovo e o leite e misture rapidamente, sem grandes cuidados. Faça uma bola com a massa e depois achate para ficar tipo disco. Embrulhe em película aderente e leve ao frio por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno a 220º, marca 8 do fogão a gás.

Estenda a massa numa superfície enfarinhada e forre uma forma de tarte. Ponha dentro as maças e as amoras e cubra com o açúcar. Estenda a massa que sobrou e cubra a tarte com ela, una as bordas da massa e se gostar, faça umas folhas de massa para decorar. Faça três cortes no topo da tarte para que o vapor possa sair, pincele com leite e leve ao forno, passados 10 minutos baixe a temperatura do forno para 180º, marca 4 do fogão a gás e deixe a cozer por mais 30 minutos.

Sirva morno ou frio com natas ou com custard.

Sexta-feira

MOUSSE DE CHOCOLATE



De todas as coisas boas de chocolate, esta está, entre as que eu mais gosto, ( apesar de eu ser suspeita, quando se trata de chocolate!).
A mousse de chocolate não é novidade, toda a gente a conhece mas tal como acontece com tantos outros doces, existem mil e uma receitas diferentes que vale a pena ir experimentando, até descobrir-mos aquela que realmente nos enche as medidas. Não convém é experimentar várias receitas num curto espaço de tempo, porque aí sim, as medidas vão mesmo ficar mais "cheias"!
Esta receita foi adaptada do "Mastering the art of french cooking", da reconhecidíssima Julia Child e vale a pena experimentar. É densa e forte, sem perder a textura própria de uma mousse. Servida com um monte de chantilly em cima e polvilhada com canela, é uma dádiva dos deuses!



Ingredientes:
4 gemas de ovo
4 claras de ovo
3/4 chávena de açúcar
1/4 de chávena de rum jamaicano, licor de laranja, cognac, sumo de laranja ou café forte ( eu usei licor Baileys)
150 gr. de chocolate preto de boa qualidade
150 gr de manteiga s/sal, amolecida
4 colheres de sopa de café forte
Pitada de sal
1 colher de sopa de açúcar

Preparação:

Numa taça que possa ir ao lume, bata o açúcar com as gemas até ficarem cremosas e esponjosas, junte o licor ou sumo, eu usei licor Baileys e ficou muito bom. Ponha a taça em cima de um tacho com água bem quente mas não deixe ferver, mantenha em lume muito baixo, bata a mistura assim, por 3 a 4 minutos até, ficar bem quente e fofa, ( o açúcar tem que dissolver). Tire do lume e mergulhe a base da taça, num recipiente grande com água fria e bata mais 3 a 4 minutos até a mistura ficar fria e espessa.
Derreta o chocolate e o café em banho maria, tire do lume e junte a manteiga aos poucos,
mexendo para derreter. Junte a mistura de chocolate á de ovos e misture para ligar.
Bata as claras com a pitada de sal até formarem picos suaves, junte a colher de sopa de açúcar e continue a bater até ficar em castelo bem firme. Junte 1/4 das claras, á mistura de chocolate e mexa rapidamente. Junte os resto das claras, agora com cuidado, mexendo de cima para baixo, para que a mousse fique bem fofa. Ponha em taças individuais ou numa taça grande e leve ao frio, pelo menos por 3 horas. Eu prefiro fazer á noite e servir só no dia seguinte.


Para servir pode cobrir com chantilly e polvilhar com o que mais gostar, eu usei canela mas pode usar cacau em pó, praline, molho de chocolate preto ou branco, um licor de café, laranja ou chocolate, enfim as hipóteses são imensas. O importante é que se divirta tanto a fazê-la como depois a saboreá-la!

Terça-feira

LIVROS!



Eu gosto verdadeiramente de livros de cozinha, principalmente dos que contam histórias e relacionam as receitas com experiências vividas.
Estes livros que aqui veêm, foram, uns oferecidos e outros comprados, durante este ano que está quase a acabar.
O" Culinária Grécia", foi-me oferecido pelo meu irmão e pela minha cunhada, no meu último aniversário e o "Fridas fiestas" foi-me oferecido pela minha mãe, também no meu aniversário. Os outros fui comprando aos poucos.
O "Food for friends" e o "Eat, drink, live", são ambos da Fran Warde e são livros, visualmente muito bonitos, com fotos fantásticas e receitas deliciosas, algumas das quais eu já postei aqui no Pratos.
O "In pursuit of flavor", é da autoria da Edna Lewis de quem eu já falei aqui e fala da procura do verdadeiro sabor dos alimentos a que a autora se habituou, ao crescer na comunidade rural de Freetown e que muita vezes já não se encontra hoje em dia, visto que vivemos numa era em que a maior parte dos alimentos são produzidos em massa, recorrendo a fertilizantes químicos e outras substâncias não naturais, que alteram o sabor original dos mesmos, já para não falar dos transgénicos. Edna Lewis dá dicas para contornar essa situação e fala dos produtores que ainda respeitam a natureza e dos mercados de agricultores, onde fazia as suas compras 2 a 3 vezes por semana.
O mais especial de todos estes livros, é para mim o "Fridas fiestas". É um livro que "namorei" durante muito tempo e quando finalmente tive oportunidade de o ler, não me decepcionou.
Frida Kahlo que apesar da história de vida dramática que teve, era uma mulher cheia de vida e entusiasmo, ( só nos últimos anos de vida esse entusiasmo esmoreceu, devido ás dores provocadas pelo grave acidente que sofreu, e pela doença). Há muitos anos que admiro a mulher e a artista, por isso este livro era um dos que eu mais desejava. Nele contam-se histórias da vida de todos os dias de Frida, do entusiasmo com que comemorava datas importantes e festas nacionais e dos pratos que eram servidos na Casa azul, casa onde nasceu e veio anos mais tarde a falecer. No fundo é um livro de cozinha tradicional mexicana, da autoria de Guadalupe Rivera, filha do pintor mexicano Diego Rivera, casado por duas vezes com Frida e o grande amor da vida dela. Guadalupe viveu durante algum tempo com o casal na casa azul, o que lhe permitiu conhecer de perto a rotina de vida de Frida e o seu relacionamento com os pratos tradicionais mexicanos. Curiosamente foi a mãe de Guadalupe Rivera, Lupe marín, que ensinou Frida a cozinhar. Guadalupe ou Lupe Marín foi a 2ª mulher de Diego Rivera.
É um livro festivo e muito bonito, com fotos lindas de Frida, da casa azul e dos pratos tradicionais mexicanos. Só é pena não termos cá em Portugal, acesso a certos ingredientes usados na cozinha mexicana, como por exemplo as várias espécies de pimentos frescos e secos que fazem parte de quase todas as receitas salgadas deste livro.

Sexta-feira

PROFITEROLES


Um prato cheio de profiteroles é sempre bonito de se ver e ainda mais bonito de se comer.
Fiz estes, para o jantar de ontem, porque tínhamos amigos cá em casa e como sei que eles gostam destes bolinhos, a questão da sobremesa foi facilmente resolvida.
Esta receita dá para muitos profiteroles, o dobro ou mais do que o que se vê na foto, não os contei por isso não sei ao certo. Entre o café e a conversa, muitos foram desaparecendo, no fim do serão ainda embalei alguns para que os nossos amigos levassem para casa e ainda guardei estes para a sobremesa de hoje.
Muitas vezes quando não os quero usar todos, congelo-os para usar mais tarde e ficam óptimos. Desta vez não foi o caso. É como se costuma dizer; não chegaram para as encomendas!
Bom fim de semana para todos!


Ingredientes:
175 gr. de farinha
75 gr. de manteiga
2,5 dl. de água
4 ovos
1 casca de limão
Sal

Para o recheio:
200 ml. de natas frescas bem frias
2 colheres de sopa de açúcar

Para o molho de chocolate:
100 gr. de chocolate preto em barra
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de natas
60 gr. de açúcar

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 200º, marca 6 do fogão a gás.

Leve a água ao lume com a casca de limão, a manteiga e uma pitada de sal. Logo que a água levante fervura, retire o tacho do lume e junte a farinha peneirada, de uma só vez. Bata a massa energicamente. Leve novamente ao lume, mexendo sempre até a massa se desprender do fundo e paredes do tacho formando uma bola. Retire do lume, deixe arrefecer um pouco, ponha a massa numa taça e vá juntando um ovo após o outro batendo entre cada adição. O ovo tem que estar bem incorporado na massa, antes de juntar o próximo.

Forre um tabuleiro grande com papel vegetal e com a ajuda do saco de pasteleiro ou então de uma colher de sobremesa, vá pondo montinhos de massa no tabuleiro, deixando bastante espaço entre eles, pois crescem bastante.

Leve ao forno e coza por 15 minutos, reduza a temperatura para os 180º, marca 4 do fogão a gás e entreabra o forno, ponha um pedaço de cartão, para que a porta não feche totalmente e coza mais 15 minutos para que fiquem bem secos e não murchem.

Retire do forno e deixe arrefecer.

Bata as natas até ficarem fofas, junte o açúcar continue a bater até ficarem firmes. Corte os profiteroles de forma a poderem ser recheados e encha com as natas.

Para fazer o molho, ponha todos os ingredientes num tacho em banho maria, mexa até o chocolate e a manteiga derreterem e o açúcar dissolver.

Depois dos profiteroles estarem recheados, cubra-os com o molho de chocolate e está pronto a comer!.

Quinta-feira

MARMELADA DE MAÇA



Eu adoro marmelada de maça. Comecei a fazê-la como forma de aproveitar as maças que vinham da casa da minha sogra. Como na maioria, eram muito ácidas, a única forma de as aproveitar era e é, fazendo marmelada de maça e geleia de maça, que eu gosto de usar para pincelar bolos.
As maças que vêm sempre em maior quantidade são umas bem grandes, muito perfumadas e que partindo ao meio são meias transparentes por dentro. A minha sogra costuma dizer que parece que têm azeite e por isso chama-lhes maças azeiteiras! Eu não sei se mais alguém lhes chama isso, mas o facto é que o nome pegou e agora é assim que as identificamos.
A marmelada de maça pode ser feita com qualquer tipo de maça mas se tiverem acesso a maças "de casa", daquelas manhosas e com bicho, que á partida ninguém dá nada por elas, então aproveitem, porque essas são as melhores. Os bichos estão lá porque a maça é natural e sem químicos, e se é pequena ou mesmo grande mas feiota é porque não foi "fabricada em série" como as maças lindas que se veêm no hipermercado mas que não sabem a nada. Com as maças estereotipadas, tal como, com a vida em geral, por vezes o aparato é muito mas o conteúdo é muito pouco!
Ingredientes: ( Estas quantidades são apenas uma referência , podem sempre duplicar ou triplicar a receita)
2 kg. de maças ( já descascadas e descaroçadas ) -pode aproveitar as cascas para fazer a geleia
1, 8 kg. de açúcar branco
Pau de canela ( opcional)

Preparação:

Coza as maças em pouca água e em lume brando. Depois de cozidas escorra a água mas sem espremer as maças e junte o açúcar e a canela se a usar, mexa e deixe ferver em lume forte, até a polpa da fruta ganhar alguma consistência e o ao mexer, se ver um pouco do fundo do tacho. Este tempo de cozedura não pode ultrapassar os 20 minutos.

Tire do lume e passe tudo com a varinha mágica.

Guarde em tigelas, deixe arrefecer um pouco e tape com rodas de papel vegetal. Se quiser pode pôr ao sol para secar, tal como se faz com a marmelada de marmelo mas eu nem sempre o faço.


Apontamento: Eu nunca uso o mesmo peso da fruta em açúcar, porque acho que fica muito doce. Antigamente usava-se bastante açúcar porque era uma forma de conservar os doces por mais tempo, sem estragar. Hoje em dia temos o frigorífico, os doces não precisam de ser tão fortes, além do mais a marmelada aguenta-se muito bem sem ir ao frio, até a de maça.


Quarta-feira

SALEMA ASSADA COM ERVAS FRESCAS E LIMÃO


Nesta altura, as ervas que tenho em maior abundância na horta são o estragão, a salsa e a erva príncipe e decidi juntá-las e temperar umas salemas para depois assar no forno. Ficaram bastante suculentas e com um sabor acentuado a limão, cortesia não só do próprio ( limão) mas também da erva príncipe.
A única coisa que faltou, foi mesmo a cabeça dos peixes. Quando chegaram até mim já as salemas tinham passado pela " guilhotina" e o meu desejo de apreciar uns belos peixes inteiros a assar no forno caiu assim por terra.
Deixo-vos aqui uma pequena chamada de atenção; quando pedirem a alguém que vos compre peixe, certifiquem-se de que essa pessoa não gosta de cabeças de peixe, pois correm o risco de ter, por um lado, a sorte de o peixe já vir arranjadinho e pronto a cozinhar, o que é óptimo mas por outro lado, o azar de vir também sem cabeça!
Enfim, não se pode ter tudo! não é verdade?


Ingredientes:
Salemas
1 cebola grande
1 molho de salsa
1 molho de estragão
2 pés de erva príncipe
Batatas descascadas e cortadas em quartos
Azeite
2 limões
Sal e pimenta preta de preferência acabada de moer

Preparação:

Se comprar o peixe por arranjar, tire-lhe as tripas, as barbatanas e as escamas. Faça 2 cortes na diagonal ( para ficar mais engraçado!) de cada lado dos peixes. Corte as ervas previamente lavadas e escorridas, em pedaços grosseiros e encha os cortes e a barriga dos peixes com as ervas.Tempere com sal, pimenta e sumo de limão ( na barriga também). Deixe assim pelo menos 1 hora.

Pré-aqueça o forno a 200 º, marca 6 do fogão a gás.

Num prato ou travessa de ir ao forno faça uma "cama" com rodelas de cebola. Em cima ponha os peixes e rodeie com as batatas. Tempere as batatas com sal grosso e pimenta preta e regue com bastante azeite.

Leve ao forno e passados 30 minutos ponha 2 rodelas de limão em cima de cada peixe, eu prefiro fazer assim, porque gosto que o limão fique só ligeiramente assado. Deixe continuar a a assar por mais 35 a 45 minutos, até ficar dourado.

Eu servi esta salema assada com arroz branco.

Terça-feira

PUDIM DE DIOSPIRO

A abundância de diospiros com que o diospireiro da minha sogra nos tem presenteado, levou-me a fazer este pudim de diospiro da Edna Lewis, autora e chef de que já vos falei aqui.
O livro The taste of country cooking é um tratado da cozinha caseira do sul dos Estados Unidos da América e é talvez o mais belo livro de cozinha que alguma vez li. O livro está dividido por estações e por refeições completas, este pudim por exemplo, faz parte do capítulo dedicado ao Inverno e a refeição é o jantar de natal, do qual fazem parte delícias como, galinha assada com molho, peras com especiarias, pickles de pepino doce, vinho de amora e tantos outros que no total são 19!




Tudo era cozinhado com os produtos 100% naturais que os ex-escravos, agora homens livres e donos da sua própria terra, plantavam, semeavam e criavam, ano após ano de acordo com as fases da lua e signos do Zodíaco, tal como eu vou tentando fazer na minha pequena horta com a ajuda preciosa do almanaque Borda d´agua.
A forma tão carinhosa e acolhedora com que Edna Lewis nos conta estas memórias, cujo fio condutor é a comida, de tempos idos vividos na comunidade de Freetown, faz-me acreditar que apesar de os vegetais, legumes e produtos animais usados, serem realmente muito saborosos, a forma tão cheia de entusiasmo com que saboreavam cada refeição, tinha quanto a mim também muito a ver com a gratidão e a alegria de saborear todas essas dádivas como homens e mulheres livres, pois a experiência da escravatura estava ainda muito presente nas suas memórias.
Edna conta que no Inverno, os homens se juntavam á volta da lareira e passavam horas a contar histórias do tempo da escravatura e havia uma canção que exemplificava bem essa fase tão triste da sua existência, o título dessa canção era: " My soul look back and wonder how i got over", " A minha alma olhou para trás e pensou como consegui ultrapassar isso ". Eu não posso deixar de me emocionar ao ler estas histórias.
The taste of country Cooking é um hino á liberdade e á comida caseira sulista e ensina-nos que devemos estar gratos pelas coisas simples que sempre tivemos como garantidas e que por isso mesmo, muitas vezes não valorizámos como deveríamos.
Podem ver o documentário " Fried chicken and sweet potato pie", que retrata um pouco da vida da Autora.
Este pudim é muito simples mas a mim agradou-me bastante. É aromático e saboroso. O molho com que é servido chama-se mesmo molho transparente e pode ser opcional, o que eu fiz não levou brandy, como é pedido na receita, porque não o tinha em casa mas o brandy dá-lhe um pouco de cor e sabor claro. Com molho ou sem, a escolha é vossa.




Ingredientes:
100 gr. de gordura de vaca ou carneiro ( eu usei de porco - banha )
2/3 de chávena de miolo de pão branco esfarelado ( sem a crosta )
1/2 chávena de leite quente
1 chávena de açucar amarelo
1/4 chávena de farinha
3 ovos
1/4 colher de chá de sal
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de noz moscada em pó
1/2 colher de chá de mace
4 diospiros grandes
1/4 de chávena de rum
2 colheres de chá de fermento em pó

Preparação:
Corte a gordura em pedacinhos. Esfarele o pão ( bem miudinho ), pode fazer isto com a ajuda de um ralador, passe o pão pelos buracos maiores do ralador. Ponha as migalhas numa taça e cubra com o leite quente, deixe por alguns minutos. Junte a gordura, misture, junte o açúcar e a farinha peneirada e mexa para ligar. Junte as gemas de ovos, e mexa. junte agora o sal, canela, noz moscada e o mace, mexendo entre cada adição. Corte os diospiros ao meio e retire a polpa, isto deve dar mais ou menos 2, chávenas e meia de polpa, junte á mistura anterior. Agora junte o rum e o fermento, mexa bem. Por fim bata as claras em castelo e junte-as cuidadosamente de cima para baixo á mistura de dióspiros. Ponha numa forma de pudim não muito larga ( eu usei uma de soufflé ), tape com a tampa se tiver, ou com uma folha de papel de alumínio e ponha dentro de um tacho grande com água a ferver. Deixe cozer por 1 hora e meia, retire do tacho e sirva quente com o molho transparente. Este pudim pode ser aquecido novamente, para isso basta -lo em banho maria.

Para o molho transparente:
2/3 de chávena de açúcar
Pitada de sal
2 colheres de chá de amido de milho ( maizena )
1/4 de colher de chá de noz moscada
1 chávena de água a ferver
3 colheres de sopa de brandy

Preparação:
Misture o açúcar, o sal, o amido e a noz moscada, regue com a água a ferver e mexa muito bem, leve ao lume e cozinhe por 10 a 12 minutos mexendo sempre, por fim junte o brandy mesmo antes de servir.

Segunda-feira

PÃEZINHOS FOFOS



Na rua, as árvores vão aos poucos perdendo as folhas, as que teimam em ficar nos ramos, vão ganhando novas cores, castanhos vivos, laranjas e até roxos vibrantes. O frio instala-se aos poucos, sorrateiro mas cada vez mais presente.
Os produtos da estação estão aí, á espera de mais uma vez ocuparem o seu devido lugar na mesa de Outono, uma mesa cheia de novos cheiros, cores e sabores. Para mim, esta estação é também o início do reinado do forno, é claro que o forno reina durante todo o ano mas o Outono pede aconchego e uma casa aquecida e a cheirar a pão acabado de cozer, nesta altura do ano sabe ainda melhor e falo de pão, porque ainda consigo sentir o cheiro destes pãezinhos a cozer no forno. Estes são aquilo a que os americanos chamam de "dinner rolls" ou pãezinhos para o jantar e são uma delícia. No fundo são brioches de uma leveza e sabor irresistíveis e existem receitas para todos os gostos. Eu já os fiz várias vezes, congelo-os e uso-os sempre que quero.
Receita da All recipes.






Ingredientes: 25 pãezinhos

2, chávenas e meia de leite morno

2 ovos

1 pacotinho de fermento desidratado

1/2 chávena de açúcar

1/2 chávena de manteiga amolecida

2 colheres de chá de sal fino

7 chávenas e meia de farinha

Pedacinhos de manteiga para pôr em cima dos pãezinhos


Preparação:

Ponha o leite numa taça grande e espalhe o fermento por cima, deixe assim por 5 minutos. Junte os ovos batidos, o açúcar, a manteiga amolecida, o sal e mexa bem até ligar todos os ingredientes.

Aos poucos junte a farinha ( a receita pede 7 chávenas de farinha mais um pouco para ir juntando até obter uma massa ligada mas mole, eu precisei de 1/2 chávena a mais para obter o "ponto" certo), até obter uma massa mole. Tape a taça com um pano quente e deixe a levedar em local ameno, até dobrar de volume ( + ou - 1 hora ). Com a mão fechada, dê socos na massa para retirar o excesso de ar, cubra de novo a taça e deixe dobrar de volume novamente ( desta vez o processo é mais rápido), repita este passo mais 2 vezes.

Pré-aqueça o forno a 200º, marca 6 do fogão a gás.

Forre um tabuleiro grande com papel vegetal. Como esta massa é mole e um pouco pegajosa, para moldar os pãezinhos eu retirei pedaços de massa com as mãos enfarinhadas e dei-lhes a forma de pequenas bolas, de cada vez que tirava um pedaço de massa tinha que enfarinhar as mãos para que a massa não colasse ás mesmas. As bolas de massa devem ser postas bem juntas no tabuleiro, cubra o tabuleiro e deixe levedar novamente até dobrar de volume. Leve ao forno e coza até o topo dos pãezinhos estarem bem dourados, 10 a 15 minutos. Depois de prontos pode derramar manteiga derretida em cima dos mesmos. São deliciosos ao lanche ou ao pequeno almoço!

Sexta-feira

SOUFFLÉ DE CHOCOLATE



Depois de uma semana em que a cozinha foi deixada para segundo, ou talvez até, terceiro plano! ontem consegui finalmente, tirar as teias de aranha das formas e panelas e pôr a minha pequena cozinha a funcionar, mais uma vez, a todo o vapor!
Depois de uns dias sem grande actividade culinária, a verdade é que a perspectiva de fazer uma receita com chocolate, para mim é sempre uma alegria e uma grande motivação para voltar a cozinhar.
Na galeria do chocolate do Pratos, há muito que era esperada a presença do soufflé de chocolate e quando digo isto, quero dizer que há muito que tinha planeado postar aqui esta receita mas achei melhor esperar pelos primeiros dias frios do Outono. Um Soufflé de chocolate, leve como algodão, fofo e acabado de sair do forno, sabe bem melhor numa noite fria de outono e o cheirinho quente a chocolate que invade a casa, torna todo o ambiente mais caseiro e acolhedor. Agora juntem a tudo isto, o facto de amanhã ser fim de semana ( ser querer desrespeitar, todos aqueles que têm que trabalhar ao fim de semana!) e imaginem o bom que deve ser experimentar esta sugestão!
Este soufflé tem um forte sabor a chocolate, até porque leva pouco açúcar, é ideal para quem gosta mesmo de chocolate, o facto de ser acompanhado de natas batidas com açúcar cria um contraste muito bom entre a suavidade e doçura das natas e a "força" do sabor do chocolate.
Um bom fim de semana para todos!
Receita da epicurious




Ingredientes:
150 gr. de chocolate preto partido em pedaços
3 gemas de ovos ( grandes )
6 claras
1/3 de chávena de açúcar + um pouco para polvilhar

Acompanhamento:
natas batidas com açúcar

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º, maraca 4 do fogão a gás.

Barre forminhas pequenas de soufflé ou então uma grande, com bastante manteiga e depois polvilhe com açúcar retirando o excesso.

Derreta o chocolate em banho maria, mexa para ligar. Tire a taça do banho maria e deixe arrefecer um pouco, junte as gemas e mexa, a mistura vai endurecer mas é mesmo assim. Bata as claras com umas pedras de sal, até se formarem picos suaves, junte o açúcar aos poucos e continue a bater até ficar bem firme. Junte uma colherada de claras á mistura de chocolate e mexa para tornar a mesma mais leve, junte-a depois ás restantes claras mexendo com cuidado de cima para baixo. Encha as formas de souffle quase até cima e leve ao forno, na prateleira do meio, se usar uma forma grande o tempo de cozedura é de 24 a 26 minutos, até o soufflé crescer e ganhar uma pequena crosta. Se usar formas pequenas como eu fiz, então 12 a15 minutos é o suficiente. Deixe crescer e ganhar uma pequena crosta no topo e sirva imediatamente acompanhado de natas.

Terça-feira

TORTA DE PÊRAS CARAMELIZADAS E CARDAMOMO

Há muito que queria fazer um bolo ou torta com pêra, caramelo e cardamomo e este fim de semana, finalmente experimentei.
Ao fim de semana, temos quase sempre mais pessoas cá em casa, os amigos dos meus filhos que ficam para o lanche e familiares que são convidados á última da hora para um jantar ou almoço - já que nós não conseguimos planear nada a médio-longo prazo, sai tudo de improviso! - É por essa razão que gosto de fazer um bolo ou algo do género para o fim de semana, assim estou minimamente preparada para os imprevistos e improvisos!
Esta torta é uma adaptação de várias receitas, a massa base é muito simples e parecida com a de outros bolos que já postei aqui, a novidade é o leitelho (buttermilk) e o cardamomo. Escolhi este tipo de massa porque acho que fica muito bem com o caramelo e a fruta, é uma massa húmida e leve, graças á acção do leitelho. A pêra e o cardamomo são aqui as verdadeiras estrelas , combinam muito bem e dão a esta torta um sabor muito, muito bom!

Ingredientes:
4 ovos grandes
200 gr. de farinha
200 gr. de açúcar
240 ml de leitelho ou buttermilk ( para fazê-lo basta pôr 1 colher de sopa de sumo de limão ou vinagre branco numa chávena e completar, até encher, com leite, esperar 10 minutos e está pronto a usar - Dica da Cinara do Blog Cinara´s Place - )
1 colher de chá de fermento em pó
10 cardamomos esmagados num almofariz, ou 1,1/2 colher de chá de cardamomo em pó
4 pêras maduras mas rijas



Para o caramelo:
150 gr. de açúcar
1/2 copo de água



Preparação:

Pré aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Leve o açúcar e a água ao lume num tacho e deixe ferver até começar a ganhar cor e a caramelizar, o caramelo deve ficar clarinho e não escuro. Verta o caramelo numa forma de bolo redonda e espalhe-o de forma a cobrir todo o fundo da forma. Parta as pêras ao meio, descasque-as e tire-lhes os caroços. Ponha as metades de pêra em cima do caramelo com as partes lisas viradas para baixo ( pressione um pouco para aderir ) e reserve. Bata os ovos com o açúcar até a mistura ficar esbranquiçada. Junte o leitelho e mexa. Peneire a farinha com o fermento e junte á mistura anterior, ligando bem, por fim junte o cardamomo e mexa. Verta a massa para dentro da forma e leve ao forno por + ou - 50 minutos, se achar necessário a meio da cozedura ponha um pouco de papel de alumínio por cima para não queimar, para isso abra a porta do forno devagar e ponha a folha por cima da torta, feche também devagar.

Depois de cozido deixe descansar só uns minutinhos e passe uma faca pela beira da forma, desenforme, virando a forma com cuidado para um prato e deixe arrefecer.








Sexta-feira

BOLO DE CHOCOLATE E LARANJA


Festas, pedem bolos festivos e este, é aquilo a que se pode chamar, um verdadeiro bolo de festa! E a história deste, reza assim:
Num belo dia, do início do passado mês de Setembro, esta mocinha que aqui está, completou mais uma primavera e como não ia haver grande celebração, nem festa mediática, esta mocinha que aqui está, decidiu, que pelo menos iria oferecer a si própria, um bolito para assinalar simbolicamente a ocasião e ao decidir fazê-lo, decidiu também, que já que a festa não ia ser em grande ( aliás, nem ia haver festa!), pelo menos o bolo, ia ser grande concerteza!
A mocinha percorreu incansavelmente, os reinos longínquos da Internet, até que! no reino da Gourmet, encontrou o que procurava! Tratou logo de pôr mãos á obra e o resultado, foi este que podem ver!
Agora voltando á realidade, este bolo é da Ruth Cousineau, da Gourmet e além de muito festivo é também uma maravilha de chocolate.
Na receita original, o recheio e cobertura eram de frosting de chocolate, que para quem não souber é uma cobertura espessa que faz lembrar um pouco as coberturas de icing( açúcar em pó, claras e sumo de limão), embora seja feito com outro tipo de ingredientes, que eu substituí por natas aromatizadas com laranja, porque pessoalmente não gosto muito de frosting.
Fazer e depois comer este bolo com o meu marido e dois filhos, para mim, já foi, por si só, uma bela festa!






Ingredientes:( para medida, eu usei um copo com as medidas em cups, que significa chávena em inglês)
140 gr. de chocolate preto, de boa qualidade(70% cacau) partido em pedaços
250 gr de manteiga, sem sal
2 chávenas e 3/4 de farinha sem fermento
1/4 de chávena de cacau em pó
2 colheres de chá de bicarbonato de soda
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal fino
4 ovos grandes
1 chávena de açúcar branco
1 chávena de açúcar amarelo
1, 1/2 colher de chá de extracto de baunilha ( eu usei 3 gotas de essência)
2 chávenas de créme fraiche


Para a cobertura e recheio:
600 ml. de natas frescas, muito frias
10 colheres de sopa de sumo de laranja
Raspa da casca de 1 laranja
2 laranjas para decoração
6 colheres de sopa de açúcar






Preparação:

Tire do frigorífico, todos os ingredientes de que vai precisar para que fiquem á temperatura ambiente, ( menos as natas para rechear e cobrir).

Para este bolo, vai precisar de 2 formas de fecho e fundo falso, com 22 cm de diâmetro, untadas, forradas com papel vegetal no fundo e depois enfarinhadas.

Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.

Derreta o chocolate e a manteiga em banho maria e deixe arrefecer. Peneire a farinha, o cacau, o bicarbonato e o sal, tudo junto.

Bata os ovos com os açúcares e a baunilha, até ficar uma mistura fofa e de cor pálida. Junte o chocolate e a manteiga derretidos e bata devagar, depois junte a mistura de farinha e o créme fraiche alternadamente, em 3 vezes, começando com a farinha e acabando também com a farinha.

Divida a massa de igual forma pelas 2 formas, leve ao forno e coza por 30 a 40 m., abra o forno com cuidado, e sem tirar o bolo de lá, espete-lhe um palito, se sair seco pode tirá-lo, se não, então deixe cozer mais uns minutos ( cuidado para não se queimar!).

Depois de pronto, deixe arrefecer um pouco nas formas e depois abra o fecho das mesmas e desenforme os bolos com cuidado.

Depois de frios, corte cada bolo em 2 partes, como o topo dos bolos ficam sempre mais arredondados, pode cortar um pouco dos topos, para os "alisar".


Faça o recheio e cobertura batendo as natas que devem estar muito frias, (é importante que as natas sejam frescas e não pasteurizadas , porque as frescas, ficam firmes mais depressa), com o sumo de laranja e a raspa da laranja, quando começar a engrossar, junte o açúcar e bata até ficarem bem firmes.

Recheie cada camada de bolo com as natas e ponha-as uma em cima da outra. Depois do bolo montado, cubra-o com as natas e com a ajuda de uma faca ou espátula, bata levemente nas natas de forma a levantar"piquinhos", para dar o efeito que se vê na foto.

Para fazer a decoração, corte as laranjas como vê na foto e depois corte os gomos mas só a parte que fica entre a fina pele que reveste os gomos. Como na altura que fiz o bolo não estava ninguém em casa não deu para fotografar como se faz, espero que consigam perceber, em caso de dúvidas podem me contactar que eu arranjo maneira de tirar fotos e mostrar.

Corte tiras finas de casca, com uma faca e depois corte-as em tiras muito finas. Ponha num tacho uma colher de sopa de açúcar e uma colher de sopa de água e leve ao lume, ferva uns mimutinhos só até o açúcar dissolver e junte as cascas, cortadas em juliana, deixe caramelizar mas só levemente, só para dar um pouco de brilho, nada de deixar queimar.

Ponha gomos no topo do bolo e as tiras de casca, entre os gomos, ou então, faça uma decoração como mais gostar!



Quinta-feira

POTINHOS DE COGUMELOS COM MASSA FOLHADA




Eu gosto muito de cogumelos mas não só pelo sabor! Os cogumelos a mim, lembram-me os lindos e mágicos carvalhais do Gerês e as manhãs passadas por entre musgo e turfa molhados, á procura de boletos ou cantarelos. Foi lá que eu aprendi a apreciar cogumelos, quem já os provou sabe, que nada se compara ao sabor dos cogumelos selvagens. Vale a pena experimentar, mas atenção, é preciso saber muito bem distinguir as espécies, pois existem cogumelos comestíveis e venenosos, muito parecidos ( é bom contar com a ajuda de um livro sobre o tema e com a ajuda das pessoas locais).
Muito importante é também nunca os arrancar da terra, deve ser usada uma faca para cortar somente o topo . O Pedúnculo deve ficar na terra, pois apesar das sementes ou esporos estarem no "chapéu" do cogumelo, a terra á volta do pedunculo não deve ser arrancada, pois alguns esporos (os que não foram levados pelo vento), já terão lá caído.
Se arrancar o cogumelo e não o cortar, o mais provável é não voltar a encontrar cogumelos nesse sítio o que é uma pena, é anti- defesa do ambiente e pode facilmente ser evitado.
Esta sopa é muito simples mas muito saborosa e aveludada (apesar de não ser feita com cogumelos selvagens!). Para quem aprecia cogumelos, como eu, é um prato cheio, ou neste caso um potinho!


Ingredientes:2 pessoas
Cogumelos á escolha - eu usei 3 portobellos
1 lt de caldo de galinha
1 cebola pequena cortada em rodelas
1 dente de alho
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de maizena ( amido de milho), dissolvidas em 3 colheres de sopa de leite
1 raminho pequeno de salsa picada
Sal e pimenta preta, de preferência acabada de moer
1/2 caixa de massa folhada
1 ovo diluído num pouco de leite, para pincelar

Preparação:

Ponha o azeite num tacho e aqueça, junte a cebola e o alho e frite até a cebola ficar transparente. Junte os cogumelos escolhidos e envolva-os na mistura, cozinhe por alguns minutos e junte o caldo de galinha. Deixe ferver e tempere de sal e pimenta. Ferva em lume brando, com o tacho destapado, durante 20 minutos + ou -, se achar que precisa de mais líquido, junte um pouco de água. No fim, junte o amido diluído e mexa até engrossar um pouco. Esta sopa não deve ficar muito grossa, junte o amido pouco a pouco só para dar um pouco de textura á sopa.

Depois de pronta, deixe arrefecer, no tacho.

Pré-aqueça o forno a 200º, marca 6 do fogão a gás.

Estenda a massa folhada, numa superfície enfarinhada e corte duas rodas de massa ligeiramente maiores do que os potinhos onde vai servir a sopa, eu usei uma tigela para fazer isso. Pincele o topo das rodelas de massa com ovo batido misturado com um pouco de leite e leve-as ao frigorífico por 30 m.
25 m. antes de levar as sopas ao forno, pincele as bordas, em cima e dos lados exteriores, dos potinhos com o ovo batido. Ponha a sopa dentro de cada potinho e polvilhe com a salsa picada. Ponha 1 rodela de massa em cima de cada recipiente e pressione com cuidado para que a massa "cole". Ponha em cima de um tabuleiro e leve ao forno por 15 a 20 m. até a massa folhada inchar e dourar.

Sirva quente.


Quarta-feira

FEIJOAS!


Directamente da árvore, para a minha cozinha!
Nativos da America do sul, estes frutos são ricos em vitamina c, minerais e fibras, são também antioxidantes e as suas possíveis propriedades anti- cancro estão neste momento a ser estudadas por cientistas. Por tudo isto e outras coisas mais, vale a pena tê-los por perto!

PEPINO DOCE!


Aqui á tempos, perguntei aqui, se alguém me sabia dizer qual o nome deste fruto, lembram-se?
Pois bem, hoje peguei num livro sobre frutas exóticas, do qual já nem me lembrava, á procura de alguma informaçaõ sobre bananas cor de rosa e em vez das ditas bananas descobri o pepino doce, o tal fruto do qual não sabia o nome!
Deste fruto, diz o tal livro que o seu sabor lembra o melão e a pera ( a mim lembra-me mais a meloa ) e que é bom em saladas de frutas, gelados, bebidas, pratos condimentados e acompanhado de queijo.
Deixo aqui estas informações a quem interessar e agora só me falta saber se ainda vou a tempo de arranjar alguns e experimentar uma destas sugestões!