A vida por vezes é mesmo surpreendente!
Ontem recebi um telefonema do qual não estava nada á espera.
Depois de muitos anos sem notícias da Sara, uma velha amiga que se tinha mudado para Londres, para acabar os estudos e que acabou por lá ficar, ontem ouvi a sua voz novamente. Fiquei um pouco confusa no início, não a reconheci, mas a seguir á surpresa veio a alegria. Ela estava cá em Gaia e ía ficar até ao Natal.
Perguntei-lhe como sabia o meu nº de telm. e só depois me lembrei que temos familiares próximos a viverem perto uns dos outros, foi só perguntar e cá estávamos nós de novo em contacto.
Quando a Sara se mudou ainda nos escrevemos algumas vezes, mas entretanto ela foi 6 m. para os E.U.A., eu mudei de casa, os meus filhos nasceram, a vida tornou-se cada vez mais exigente e o tempo e a distância foram impondo o caminho a seguir. Não havia uma presença viva e constante, mas as memórias e o sentimento de amizade mantiveram-se.
O nosso encontro depois de tanto tempo, foi em minha casa, pois esta semana, tenho estado um pouco "aprisionada", sabem como é , com obras em casa, não se pode abandonar o "campo de batalha".
Estar com a Sara de novo foi uma lufada de ar fresco. E ver que depois de tantos anos, tinha á minha frente a mesma amiga que conhecia, com uma bagagem maior e uma perspectiva diferente da vida, é certo, mas na essência a mesma amiga. Positiva, construtiva, e uma das raríssimas pessoas ( sem contar com a minha família) que eu sempre senti vibrar sinceramente com os meus sucessos e feitos, sem a inveja, competição e mesquinhez tão comum na maioria das pessoas que por aí vamos encontrando.
Conclusão, ela achou muita graça ao facto de eu ter um blogue de comida e fartámo-nos de brincar e rir á custa disso.
Recordámos as nossas incursões nas cozinhas das nossas mães, para experimentar receitas alternativas, como a omelete de marmelada que o namorado de uma prima minha fazia. Tínhamos também as tardes das panquecas, com outras amigas, que muitas vezes acabavam com as ditas pelo ar, ou na cara umas das outras. Enfim! Bons tempos!
E perguntam vocês, onde é que entram as bolachas de Natal no meio disto tudo. A verdade é que acabámos, as duas na cozinha a fazê-las. Como conseguimos levar a tarefa a bom porto não sei!Com tanta conversa e brincadeira foi uma sorte as bolachas não se terem queimado. Acho que a alegria e boa disposição, com que foram feitas, garantiram o sucesso!
No fundo ontem tive um dia, ou melhor, uma tarde em que senti o verdadeiro espírito natalício. O espírito da alegria, da fraternidade e da amizade verdadeira, aquela que sobrevive até ao passar do tempo.
E um grande bem haja para todas as pessoas de bem, que eu sei que ainda existem por aí, que merecem o nome de Amigo(a) verdadeiro(a).
Bom fim de semana!
Ingredientes:
2, 1/2 chávena de farinha
1/4 de chávena de cacau em pó
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal fino
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de canela em pó
80 gr. de chocolate preto partido em pedaços
220 gr. de manteiga amolecida
1, 1/3 de chávena de açúcar
1 ovo grande
1/2 colher de chá de extracto de baunilha ou 2 gotas de aroma
Cacau em pó para polvilhar
Para o glacê real:
220 gr. de açúcar em pó
1 clara de ovo grande
Umas gotas de sumo de limão
Preparação:
Peneire os primeiros 5 ingredientes para uma taça.
Bata a manteiga até ficar em creme e depois junte o açúcar, continue a bater até obter uma mistura esbranquiçada.
Junte o ovo e ligue tudo muito bem.
Derreta o chocolate em banho maria.
Junte o chocolate derretido e a baunilha á mistura de manteiga e açúcar.
Junte a mistura de farinha e ligue muito bem até obter uma massa.
Faça uma bola com a massa e divida em 2 partes.
Forme 2 discos, embrulhe em película aderente e leve ao frio por 20 a 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Tire a massa do frio e estenda-a numa superfície polvilhada com cacau em pó.
Deixe a massa com mais ou menos 3 mm. de espessura.
Corte bolachas com cortadores alusivos ao Natal.
Forre um tabuleiro com uma folha de papel de alumínio e por cima ponha uma folha de papel vegetal.
Ponha as bolachas no tabuleiro e leve ao forno por 7 a 8 minutos.
Elas vão estar moles ao sair do forno mas é mesmo assim, elas depois endurecem.
Repitas estas operações até acabar a massa, ou então use só metade e congele a restante massa para fazer bolachas noutra altura.
É só descongelar no frigorífico.
Para fazer o glacê, bata ligeiramente a clara e junte o açúcar em pó, bata até ficar com uma mistura homogénea e brilhante, no fim junte umas gotas de sumo de limão e está pronto a usar.
Depois das bolachas estarem frias, ponha o glacê num saco de pasteleiro com um bico fino e decore como quiser.
Eu não tenho um bico muito fino, por isso tive que improvisar, mas acho que dei conta do recado.
*Receita de Dorie Greenspan







