segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Soutelos fritos e mais um trilho no Gerês




O Gerês continua a ser para mim, um mundo mágico.
Posso gostar de muitas terras e de muitas paisagens, mas o que sinto no Gerês é diferente. Não sei explicar muito bem a minha relação com aquelas serras, só sei que nenhum lugar me toca tão profundamente como aquele. Mais do que por gosto, visitá-lo é uma questão vital e isso significa andar horas e horas, com o joão, a nossa cadela e em algumas ocasiões, os nossos filhos, "perdida" pelo meio dos montes, matas e ribeiros, sem avistar casas nem pessoas.



Desta vez escolhemos um trilho na serra da Peneda.
Antes de começarmos, fomos tomar um café ao lado do hotel, junto á igreja da Srª da Peneda e falámos com a senhora que nos atendeu, sobre a lagoa e o percurso até lá. Ficámos a saber que demorava mais ou menos meia hora a lá chegar.



A lagoa, no alto do monte, era o nosso objectivo inicial. Mas quando chegamos - passado meia hora mais ou menos - e depois de descansarmos um pouco, reparamos que o trilho continuava para lá da lagoa. Como tínhamos mantimentos para um dia inteiro, bússola e equipamento, decidimos continuar seguindo as marcações pintadas nas rochas. Caminhamos durante 5 horas mais coisa menos coisa e passámos por sítios lindíssimos.



Croco ou a flor do açafrão


Começamos o trilho nas traseiras da igreja da Srª da Peneda e acabámos no lado oposto, passando pela aldeia de S. Bento do Cando.
Quando chegámos ao recinto da igreja - onde tínhamos deixado o carro - fomos novamente tomar um café e dissemos á mesma senhora que nos tinha atendido antes, que estávamos a acabar de chegar e explicamos-lhe o percurso que tínhamos feito. Ao que ela respondeu que a esse trilho davam-lhe o nome de caminho ou trilho da pomba.
Tivemos ainda a sorte de encontrar num lameiro, parasois ou soutelos como lhes chamam naquela zona. Perguntamos ao senhor que lá estava se os aproveitava ou não, ao que ele respondeu que ali ninguém ligava àquilo, que podíamos levá-los se quiséssemos. Não queríamos nós outra coisa! Quando chegamos a casa, foi só fritá-los em azeite e alho com um pouco de sal e acompanha-los de fatias de pão de centeio e pedacinhos de alho cru.




Parasol ou Soutelo






Como podem ver, os soutelos encolhem bastante.
Na sertã estão os dois soutelos que vêem na foto acima, depois de cozinhados. Mas seja como for, são um verdadeiro petisco!



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6 comentários:

Tatiana disse...

Um lugar lindíssimo como este e ainda poder colher cogumelos frescos, que maravilha!!!

argas disse...

O quanto adoro esses cogumelos! São as púcaras cá no Alentejo, uma das minhas comidas preferidas!! bjinho

ameixa seca disse...

Imagino o que tu e o João fazem no meio dos arbustos perdidos pelas serras he he
Tadinha da vossa cadela ;)
Ehh pahh, adoro cogumelos e acho que já vi disso mas nunca comi. Deve ser um belo petisco :)

Sónia Meirinho disse...

Olá Mónica! Pois olha que eu também adoro andar por essas paisagens e no entanto nunca fui ao Gerês! Já falei com o Bruno e um dia temos de ir!! Somos apaixonados por esses locais !! Adorei as fotos!! Beijinhos

Anónimo disse...

Também gosto muito do Gerês, onde passei alguns bons momentos quando os meus Filhos eram pequenos. Quantos anos já lá vão! Já sou Avó!Também já percorri a Serra da Peneda, que o marido é bom andador e como compreendo a tua maravilhosa descrição! É que o Gerês e a Peneda têm uma Energia especial, a que os que estão atentos não são insensíveis.
Não conhecia esses cogumelos, mas tenho sempre muito receio que sejam venenosos. Ainda gostava de aprender a conhecê-los. Bjs. Bombom

J. Gomes disse...

Parabéns pelas imagens.......belos lugares e belas imagens.......Visite o link e verá mais imagens do Gerês........http://www.flickr.com/photos/j-gomes/

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