sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pastéis de Lorvão





Os pastéis de Lorvão  são mais uma gema da doçaria conventual portuguesa, ou "mosteiral", se é que semelhante palavra existe, já que estes pastéis não foram criados num convento mas sim num mosteiro, no Mosteiro de Lorvão como já devem ter adivinhado.
São também um doce pedaço de tradição, ricos em gemas, amêndoa moída, açúcar, canela e limão. Ingredientes de sempre, que ao longo dos séculos foram trabalhados de mil e uma maneiras, por mãos sábias, criando assim a tradição da doçaria portuguesa, que é uma das melhores do mundo, senão a melhor do mundo como defendem alguns historiadores gastronómicos portugueses! A julgar por estes pastéis, temos realmente muito do que nos orgulhar!

Bom fim de semana e boas patuscadas!

*Receita do livro "Cozinha tradicional portuguesa" de Maria de Lourdes Modesto








Ingredientes:
450 gr. de açúcar
3 dl. de água
120 gr. de amêndoa pelada e moída
1 colher de chá de manteiga
2 colheres de sopa de farinha
12 gemas
2 claras
Raspa da casca de 1/2 limão grande ou de 1 limão inteiro se este for pequeno
1 colher de café de canela em pó

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 180º, marca 4 do fogão a gás.
Untam-se forminhas de queques com manteiga e polvilham-se com farinha.
Eu usei um tabuleiro de 12 queques e foi esse o número de pastéis que fiz com estas quantidades de ingredientes.
Leva-se o açúcar ao lume com 3 dl. de água e deixa-se ferver até ficar em ponto de espadana que é um ponto de xarope fraco e verifica-se mergulhando uma escumadeira na calda e levantando-a, se a calda cair tipo fitas de nastro, então está em ponto de espadana. Para quem tiver termómetro de cozinha, a calda está em ponto de espadana quando atinge os 117 graus.
Tira-se o tacho do lume e junta-se a farinha, a amêndoa moída e a manteiga.
Mexe-se bem e leva-se ao lume novamente até levantar fervura, mexendo de vez em quando e vigiando sempre.
Tira-se novamente do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Numa taça ou tijela, misturam-se as gemas, as claras, a canela e a raspa do limão e junta-se este preparado à massa de açúcar e amêndoa que está no tacho.
Depois de tudo bem ligado, enchem-se as forminhas quase até cima, estes pastéis crescem bem mas não transbordam mas caso não se sintam confortáveis em arriscar, encham somente até 3 terços das formas .
Vão ao forno 25 a 30 minutos, até ficarem dourados.
Aqui o teste do palito não tem serventia porque a textura destes pastéis é parecida com a textura das queijadas, são húmidos e densos e claro, deliciosos!
Depois de desenformados, põem-se dentro de forminhas de papel plissado e polvilham-se com açúcar. Print Friendly and PDF

11 comentários:

ameixa seca disse...

Nunca provei mas esse aspecto molhadinho já me convenceu :)

Manuela L. disse...

Hummm q delicia de pasteis, só apetece dar uma trinca neles!
bjs e bom fim de semana

Fatima disse...

Que de delicia de pasteis! Nunca comi, mas pelo aspecto devem ser maravilhosos.
Bjs e bom fim de semana

isabel disse...

Estes, eu tenho a certeza de que foram feitos por mãos sábias! Que maravilhosos que ficaram! Beijinho e um excelente fim-de-semana!

Sónia Meirinho disse...

essa foto do interior dá para ter a ideia do delicioso que devem ser!!! super gulosos!! que bom:) beijos

justme disse...

Estava mesmo a apetecer-me um docinho, estes pastéis(só comi uma vez, mas ficaram na memória) são uma delícia.

Trainee de Cozinheira disse...

Menina que delícia!!!
Eu sou fã dos doces portugueses e esses parecem maravilhosos!!
bjs
Maura

Anónimo disse...

Desculpem, mas eu sou de Lorvão e isto não tem nada a ver com os pateis de lorvão..... Quanto muito são uma reles imitação feita por alguem que pensa que é pasteleiro, mas´......

Adelina T. Pereira disse...

Olá Mónica, há muito que sigo o seu blog e gosto muito do que faz, nao é só pelas fotos lindas, pelas receitas atraentes é porque vai as suas raízes que sao no fundo as raízes de todos aqueles que nasceram e cresceram em Portugal. Ora quando um(a) anónimo(a) escreve que estes pastéis de Lorvao sao uma imitacao reles... bem aí eu que nao conhecia os pateis mas que tenho o Livro Cozinha Tradicional Portugesa fui verificar. E verifiquei que a sua receite segue a receite deste livro que sei que é uma referencia para si e para tantas outras pesssoas que gostam daquilo que é tradicional em Portugal. Entao para este anónimo(a) pode consultar este livro, página 163. Mais uma fez obrigada pelo seu trabalho e paixao e as minhas desculpas pelas faltas de acentos mas este laptop deixa-me sem acentos quando preciso deles. Já agora o meu nome é Adelina T. Pereira.

Mónica Pinto disse...

Olá Adelina

Antes de mais agradeço imenso o seu comentário que é prova de que aprecia o trabalho que faço no blogue e que no fundo ofereço a todos que cá vêm, sem exigir nada em troca.
Quanto ao anónimo, tenho a certeza de que, aquilo que o (a) atormenta vai muito além dos pastéis de Lorvão (que aliás são muito bons) e por isso, o melhor é fazer de conta de que nem sequer aqui está.

Mais uma vez obrigada Adelina e um grande beijinho :)



Penacova Actual disse...

Muito bom!

Obrigado pela referência.

Penacova agradece.

UA-16306440-1